Oposição à direção de Catarina Martins adensa-se. Críticos apresentam queixa no tribunal do partido sobre lista de deputados

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bloco_de_esquerda / Flickr

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins.

Em 2019, o partido enfrentou uma polémica semelhante, também relacionada com a escolha do cabeça de lista de Santarém.

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A polémica em torno da escolha dos candidatos a deputados bloquistas pelo círculo eleitoral de Santarém parece estar para durar, já que os críticos recorreram ao tribunal interno do partido — a Comissão de Direitos — para apresentar uma queixa contra a decisão. A participação, avança o Observador, foi entregue em nome da coordenadora distrital de Santarém. Em cima da mesa está ainda a possibilidade de se levar a mesma queixa ao Tribunal Constitucional.

Para já, ainda assim, o foco está nas vias internas, dada a proximidade das eleições legislativas e o facto de a Comissão de Direitos não ter de cumprir um prazo em específico, é improvável que a queixa venha a chegar ao Tribunal Constitucional, aponta ainda o jornal online.

A contestação em torno da lista de candidatos a deputados por Santarém não é nova. Há dois anos, quezílias semelhantes tinham acontecido, as quais se materializaram em queixas, desta feita apresentadas por militantes ou grupos de militantes, não por estruturas do próprio partido, como acontece agora. A decisão surge depois de o grupo contestatário ter abandonado, em protesto, a reunião onde se votaram as listas de candidatos, a qual decorreu na semana passada.

Santarém é um círculo eleitoral onde os críticos têm uma forte influência, sobretudo os afetos à moção E ao movimento Convergência, que elegeu 21,5% da Mesa Nacional do partido na última convenção. À semelhança do que aconteceu em 2019, a estrutura distrital votou um nome (Carlos Matias, antigo deputado, líder da distrital e crítico da direção) e a maioria da direção não concordou, optando por apresentar e aprovar uma alternativa para cabeça de lista (Fabíola Cardoso).

Este ano, o cenário repetiu-se, o que fez com que os críticos abandonassem o espaço onde a reunião estava a decorrer, evocando uma votação “viciada na ilegalidade” que “rasga a democracia interna” do partido.

De acordo com os estatutos do Bloco de Esquerda, “compete à Mesa Nacional, sob proposta das assembleias distritais e regionais, decidir sobre a primeira candidata ou candidato das listas” no caso dos círculos com até três deputados e “sobre o primeiro quinto de candidatas e candidatos” nos restantes círculos — tal como acontece em Santarém. “As assembleias distritais e regionais podem requerer, como recurso, a votação em alternativa das suas propostas na Mesa Nacional”.

Em 2019, um parecer da Comissão de Direitos deu razão à ala maioritária da direção.

  ZAP //

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