Ómicron pode ser infecciosa em poucas horas e deixar os testes sem efeito, avisa epidemiologista britânica

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A transmissibilidade mais rápida da variante Ómicron pode levar a que se tenha de fazer um teste por cada situação de risco.

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A variante Ómicron pode ser a que se torna infecciosa mais rapidamente, alerta Irene Petersen, professora de epidemiologia da University College de Londres. Segundo as declarações da especialista ao The Sunday Telegraph, citadas pelo Expresso, a realização de mais testes é necessária para combater a nova variante.

“A variante Ómicron é muito, muito rápida, por isso os resultados dos testes expiram muito rápido. Estamos a falar de uma questão de horas”, avisa. As autoridades britânicas devem por isso actualizar as normas da testagem, que actualmente exigem um teste no próprio dia em que alguém se exponha a uma situação de alto risco.

A perita considera que esta estratégia não é suficiente, já que “estamos a ver muitos exemplos em que as pessoas fazem um teste num dia, dá negativo, e no dia seguinte fazem um novo teste que dá positivo”.

Há já quase 25 mil casos da Ómicron no Reino Unido, tendo a nova variante ajudado a que o país batesse recordes de novos casos num único dia na semana passada.

Caso de confirme mesmo a maior rapidez na Ómicron a tornarem-se infecciosas, a testagem só vai ajudar a travar o contágio da pandemia “se for massivamente seguida por todos”, segundo revela Miguel Castanho, investigador do Instituto de Medicina Molecular ao Expresso.

Isto significa que cada pessoa teria de fazer um teste por cada situação de risco em que se coloque, visto que o período de incubação pode ser mais curto e as pessoas podem ficar positivas de uma hora para a outra. “Os PCR são mais precisos e fiáveis mas a questão da periodicidade dos testes coloca-se de igual forma“, aponta Miguel Castanho.

O perito realça ainda que são precisos mais dados para se confirmar esta suspeita de que a Ómicron se torna infecciosa mais rápido é verdade. “Essa rapidez na transmissão parece-me estranha. O vírus demora algum tempo a chegar aos tecidos de multiplicação, iniciar a multiplicação e atingir quantidades mínimas para tornar a pessoa infecciosa. É mesmo necessário que esta hipótese se confirme com dados consistentes e objetivos”, remata.

  ZAP //

1 Comment

  1. Oh diabo, quando as farmacêuticas pensavam que já estavam a faturar ao máximo com os testes, aparece uma notícia destas!! É mesmo natal!!! Paga zééééé!!!!!!

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