Nova ponte sobre o Douro vai custar à Câmara do Porto mais do dobro do previsto

Roberto Saltori / Flickr

Ponte D.Luís sobre o Rio Douro, no Porto, ao por do sol

A autarquia prevê um total de 13,1 milhões de euros para a futura Ponte D. António Francisco do Santos, a distribuir pelos anos de 2020, 2021 e 2022.

A nova ponte sobre o Douro vai custar à Câmara do Porto cerca de 13 milhões de euros, mais do dobro do que estava inicialmente previsto aquando da apresentação pública do projeto em Abril de 2018.

No mapa detalhado dos empreendimentos da empresa municipal Go Porto, que consta do anexo sexto do relatório do orçamento municipal para 2020, a autarquia inscreveu um total de 13,1 milhões de euros para a futura Ponte D. António Francisco do Santos, a distribuir pelos anos de 2020, 2021 e 2022.

Quando foi anunciada, em abril do ano passado, a nova travessia, cuja conclusão era apontada para 2022, tinha um custo estimado de 12 milhões de euros, integralmente assumidos pelos municípios de Porto e Gaia, em partes iguais. A Lusa questionou esta terça-feira, a Câmara do Porto sobre o aumento dos custos do projeto, mas até ao momento sem sucesso.

A nova ponte a instalar entre Campanhã (Porto) e o Areínho de Oliveira do Douro (Gaia) foi apresentada, em 2018, como uma solução para “retirar trânsito automóvel dos dois centros históricos, desviando-o para zonas de expansão e diminuindo a pressão onde ela é mais evidente”, lia-se na proposta de protocolo a assinar entre os dois municípios e discutida em Junho desse ano.

Mais de um ano e meio depois, o projeto ainda não avançou para o terreno, permanecendo a Câmara do Porto em silêncio sobre o avanço da nova travessia.

A Lusa continua ainda a aguardar, desde o início de outubro, a resposta ao pedido de esclarecimento enviado à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) que foi acusada, em junho, pelo presidente da Câmara do Porto, de estar a “atrasar” a construção da ponte.

A APA é aquela que nos está a levar a atrasar as questões da ponte com Gaia”, avançou o Rui Moreira, durante a Assembleia Municipal de 26 de Junho deste ano. O autarca revelou que os técnicos da APA “entendem que a ponte não deve ter a mesma cota relativamente ao rio do tabuleiro inferior da Ponte Luís I”.

Também a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), em resposta à Lusa em outubro, escusou a adiantar pormenores sobre o projeto, referindo apenas que “no devido tempo e no âmbito das suas competências, a APDL foi consultada sobre esta matéria e deu o seu parecer técnico sobre o projeto”.

Já a Infraestruturas de Portugal esclareceu que disponibilizou apoio técnico às autarquias, mas disse não ter de se pronunciar ou emitir qualquer parecer sobre o projeto em questão.

No anúncio formal, a 12 de abril, os autarcas revelavam que a sétima travessia sobre o Douro seria construída à cota baixa, numa extensão de 250 metros, estando previstas a ligação para trânsito rodoviário e transporte público, uma passagem pedonal e ciclovia.

À data, os autarcas avançavam que seriam necessários dois concursos públicos, um para a conceção a lançar naquele ano (2018) e um segundo de carácter internacional para a construção.

ZAP // Lusa

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9 COMENTÁRIOS

    • Afinal não é so o jornalista que não sabe fazer contas…
      Inicialmente custava 12milhoes, agora custa 13… na minha matemática, e mais 1 milhão (mesmo não sendo pouco) e não o dobro

      • 12 milhões ia custar no total, agora vai custar 13 milhões à camara do Porto e outros 13 à camara de gaia. Entenda quem é burro e quem culpa o jornalista!!

  1. “A nova ponte sobre o Douro vai custar à Câmara do Porto cerca de 13 milhões de euros, mais do dobro do que estava inicialmente previsto”
    .
    “Quando foi anunciada, em abril do ano passado, a nova travessia, cuja conclusão era apontada para 2022, tinha um custo estimado de 12 milhões de euros”.
    .
    Algo me poderá estar a escapar mas, de “12 milhões” para “cerca de 13 milhões”, não consigo encontrar o “mais do dobro do que estava inicialmente previsto”!!

    • Caro Eu,
      Quando foi anunciada, a ponte “tinha um custo estimado de 12 milhões de euros, integralmente assumidos pelos municípios de Porto e Gaia, em partes iguais”. Agora, a nova ponte sobre o Douro “vai custar à Câmara do Porto cerca de 13 milhões de euros”.

      • Certo, percebi mas, a notícia é muito vaga e nada diz sobre o valor total da ponte!!
        Apenas refere que a Câmara do Porto inscreveu 13,1 milhões no orçamento, mas não se sabe exactamente a que se atribui os milhões, nem qual o valor “exacto” destinado à ponte.
        Além disso, já se fala na “relocalização e o redimensionamento” da ponte devido a alguns constrangimentos – o que pode alterar tudo, desde a localização até ao valor final.
        Aqui a notícia está ligeiramente mais completa:
        “Porto e Gaia estudam relocalização da nova ponte sobre o rio Douro”
        jn.pt/local/noticias/porto/porto/porto-e-gaia-estudam-relocalizacao-da-nova-ponte-sobre-o-rio-douro-11459825.html

  2. Não há volta a dar, as obras em Portugal vão sempre para o triplo ou mais do inicialmente previsto, alguém anda por aí a fazer projectos com a contabilidade muito desactualizada!

  3. É preciso realçar que o actual executivo da Câmara Municipal do Porto (CMP), pretende dar o nome de um funcionário do clero (António Francisco dos Santos), à nova ponte que será construída entre as margens das Cidades do Porto e Vila Nova de Gaia, o que revela claramente o uso indevido de dinheiro público para efectuar propaganda clerical, com a agravante dos cidadãos Portuenses e Gaienses não terem sido consultados sobre a intenção de dar à estrutura o nome do sr. António Francisco dos Santos, que nada diz aos cidadãos Portuenses e Gaienses nem tão pouco contribuiu para o seu bem-estar ou progresso e desenvolvimento de ambas as localidades.

    São os cidadãos Portuenses e Gaienses que devem determinar o nome da nova ponte, que deverá estar relacionado com as suas tradições, cultura, e essência dos mesmos, e com a História da Cidade do Porto e da Cidade de Vila Nova de Gaia.

    Posto isto, proponho o nome do cidadão Portuense, Agostinho da Silva, para ser atribuído à nova ponte que será construída.

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