Queixa do PSD: “Não me deixo intimidar por insultos de taberna”

PSD / Flickr

Luis Marques Mendes

No passado domingo, o comentário de Luís Marques Mendes no Jornal da Noite da SIC levou a uma queixa da direção do PSD. Agora, o ex-presidente do partido esclarece que, ao dizer que “José Sócrates e Rui Rio são irmãos siameses”, a comparação não foi “no plano pessoal, mas no plano das ideias”.

Este domingo, no seu espaço habitual de comentário no Jornal da Noite da SIC, Luís Marques Mendes desdramatizou a queixa avançada pela direção do Partido Social Democrata devido ao seu comentário na anterior edição, em que defendeu que “José Sócrates e Rui Rio são irmãos siameses”.

Assim, o ex-dirigente do PSD esclareceu que “é mentira dizer que comparei Rui Rio a Sócrates no plano pessoal”, sublinhando que a sua comparação foi “no plano das ideias“.

O comentador considerou ainda que a queixa avançada pelo partido “é normal e só valoriza o meu comentário”. Além disso, segundo o Expresso, Marques Mendes disse ainda perceber os objetivos que estão por trás desta ação: “tentar intimidar ou tentar confundir“.

“Não resulta. Eu não me deixo intimidar na base de discursos de taberna“, garantiu Luís Marques Mendes no Jornal da Noite.

“Há políticos incomodados com as investigações do MP”

Sobre o caso e-toupeira, Marques Mendes considerou que “não houve uma derrota do Ministério Público, foi uma decisão do tribunal, de acordo com a lei, que deve ser respeitada, todos os dias há decisões de juízes a serem revogadas, o que é um exercício de justiça”.

Além disso, o comentador defendeu que devia haver “assessores devidamente qualificados” para explicarem melhor à opinião pública questões que envolvem “uma tecnicidade jurídica grande”. “A justiça não tem de ser legitimada pelo povo, mas tem de ser compreendida pelo povo, sobretudo quando se trata de casos mediáticos.”

Sobre a politização no Ministério público, Luís Marques Mendes afirmou serem “inoportunas” as alterações que estão na calha, “sobretudo num momento em que o Ministério Público está com avaliação positiva na sociedade portuguesa”.

“Se o Ministério Público finalmente está a funcionar bem melhor, porque se mexe? Ter mais políticos no Ministério Público significa maior combate à corrupção? Ou é para se protegerem?”, questionou.

O ex-dirigente dos sociais democratas frisou ainda que “há muitos políticos em Portugal, em especial do PSD, incomodados com as investigações do Ministério Público”.

“Numa altura em que há tantos problemas na saúde, num momento em que o Governo está cercado por greves, num momento em que está aflito com novas falhas na Proteção Civil, num momento em que há notícias de arrefecimento da economia, acho que não lembra ao careca introduzir um tema que não diz nada a ninguém”, reforçou o comentador.

Por fim, e em jeito de sugestão, Marques Mendes pediu aos políticos “no Governo e na oposição” que a prioridade seja antes a de aumentar os meios de investigação do Ministério Público, dando como exemplo o caso do BES: “ainda não há ninguém acusado nem julgamento marcado porquê? Porque faltam meios para investigar”.

ZAP //

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