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Não sabe quantas empresas tem, nem se é “a mulher mais rica de Angola”. Isabel dos Santos fala de caça às bruxas e de preconceito

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Manuel Araújo / Lusa

Isabel dos Santos

Isabel dos Santos insinua que Portugal tem um “preconceito” contra empresários angolanos e que há uma “caça às bruxas” contra a sua família. Declarações numa entrevista ao Observador, onde assume que não sabe quantas empresas detém em Angola, nem se é “a mulher mais rica do país” como aponta a Forbes.

Numa entrevista no Hotel Ritz, em Lisboa, Isabel dos Santos recusa que tenha recebido favorecimentos do pai, José Eduardo dos Santos, enquanto este foi Presidente de Angola durante quase 40 anos.

A empresária afirma que não foi o pai que a escolheu para a liderança da petrolífera estatal Sonangol, mas sim o Governo angolano – Governo este que “não era presidido pelo meu pai, era presidido pelo Presidente da República”, aponta ao Observador, sustentando que “é preciso distinguir a pessoa da função”.

“Eu não tenho dúvidas de que o trabalho que fiz na Sonangol foi um trabalho extraordinário” que “marcou a diferença”, frisa ainda, rejeitando qualquer benefício do pai aos quatro filhos que ocuparam lugares em empresas importantes de Angola, enquanto ele foi Presidente da República.

Filho você vai ser sempre. Mas você não é só filho, é muito mais do que filho. Além de filho tem outras categorias, tem outros atributos”, analisa.

Isabel dos Santos também fala de uma “caça às bruxas” contra a sua família, notando que há “uma tendência de fazer parecer que todos os males que havia na sociedade eram responsabilidade de um grupo pequenino de pessoas, que era o Presidente e a sua família”. “Se me pergunta se há uma perseguição à família do antigo Presidente dos Santos, sim, há, isso é claro”, conclui.

A empresária diz mesmo que não vai a Angola desde 2018 porque tem medo, pois receia poder ser um alvo da elevada criminalidade que afecta o país.

Refutando as acusações de “lavagem de dinheiro” de Ana Gomes, Isabel dos Santos acusa também a SIC de mentir no âmbito da notícia que avançou que a empresária, o marido e a mãe são citados num relatório do Banco de Portugal devido a problemas de controlo dos riscos de branqueamento de capitais no banco BIC. “Essa informação que a SIC dá, não corresponde com a verdade”, assegura, falando numa “intenção clara de denegrir” a sua imagem.

“Não vejo nenhum outro investidor estrangeiro a ser tratado da mesma forma em Portugal”, acrescenta, questionando se há em Portugal “um preconceito sobre os investimentos virem de Angola”.

Na mesma entrevista, Isabel dos Santos diz que não sabe quantas empresas detém em Angola, mas admite que são “muitas”. “Não sei se sou a mulher mais rica do país”, refere ainda, notando igualmente desconhecimento quanto aos valores de facturação das suas empresas.

“Fazer esse somatório não é um exercício que eu faça porque acho que não é um exercício útil”, sustenta, apontando que não se trata de “um grupo empresarial único” e que “os investimentos são investimentos separados” . Mas lá vai admitindo que os números “são muito grandes”.

  ZAP //

7 Comments

  1. Se fosse uma verdadeira caça as Bruxas como ela afirma, já estava manietada a uma estaca em cima de uma pira !….. Mas ainda alguém duvida da forma como a tribu de E.dos Santos, angariou fortuna ?????

  2. Boas tardes sr Isabel podia pelo menos dizer que sabe de quantas empresas e proprietaria para não fazer pensar que somos todos ricos

  3. Com uma quinta como a que o pai tomava conta, 14 vezes o nosso rectângulo, com petróleo, diamantes, marfim… à fartazana, sem ninguém para controlar, também eu era rico. Talvez ela tenha herdado dos avós…

  4. Os entendidos destas coisas disseram umas baboseiras e ficaram todos inchados. Preocupam-se com o que se passa em Angola e nenhum se pergunta onde foi o genro do Cavaco arranjar tantos milhões para “comprar” o Pavilhão Atlântico, que na verdade foi quase dado. Mas disso não interessa falar. É tabu “direitolo”.

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