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Mulher de Medina recebeu bónus de 17 mil euros da TAP. Dois quadros de topo receberam 100 mil

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A TAP entregou bónus no valor de 1,17 milhões de euros a administradores e alguns funcionários, mesmo com os prejuízos da empresa a atingirem os 118 milhões de euros.

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Os bónus terão sido distribuídos a 180 pessoas, junto com os salários de maio, e os nomes começam agora a ser divulgados.

Entre eles, estão dois quadros de topo — Abílio Martins e Elton D’Souza — que receberam 110 mil euros cada. Também Stéphanie Silva, a mulher do presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, está entre as pessoas que receberam bónus da TAP no ano passado, avança o jornal i, que revela os nomes de quem recebeu os prémios.

Stéphanie Silva trabalha no gabinete jurídico há pouco mais de um ano e terá sido a única pessoa do gabinete jurídico da empresa a receber um bónus, segundo o mesmo jornal. O bónus atribuído ultrapassou os 17 mil euros.

Só 220 mil euros foram entregues a dois quadros superiores: Abílio Martins, do Conselho de Administração, e Elton D’Souza, que trabalha na gestão de receita, receberam 110 mil euros cada um. Em terceiro lugar na lista dos bónus mais elevados, está o diretor técnico Mário Lobato de Faria, com 88 mil euros. Os restantes valores são todos iguais ou inferiores a 30 mil euros.

Contactado pela Lusa, Paulo Duarte, coordenador do Sitava (Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos) confirmou esta situação, referindo que estranhava “muito a TAP ter tomado essa iniciativa que nunca foi prática habitual e que vai lançar a desigualdade entre trabalhadores pela falta de equidade”, visto que apenas alguns foram escolhidos.

“Não entendemos isto tendo em conta que num ano em que tivemos lucros [2017] os prémios foram distribuídos por todos”, num valor igual, detalhou o dirigente sindical. Paulo Duarte disse que esta estratégia criou “mal-estar” na empresa e deixou ainda em aberto uma reação do sindicato, que não quis detalhar. Contactada pela Lusa, a TAP disse que não comenta “as suas políticas de mérito”.

No ano passado, o grupo TAP registou um prejuízo de 118 milhões de euros, valor que compara com um lucro de 21,2 milhões de euros registado no ano anterior, segundo anunciou a empresa em março. “Tivemos um prejuízo líquido consolidado de 118 milhões de euros. Os resultados vão além do prejuízo, já que a empresa não causa impacto somente através do seu resultado financeiro”, disse o presidente da Comissão Executiva da TAP, Antonoaldo Neves.

Por sua vez, a receita do grupo passou de 2.978 milhões de euros em 2017 para 3.251 milhões de euros em 2018, traduzindo-se num aumento de 273 milhões de euros, mais 9,1% face ao período homólogo.

“O ano de 2018 foi difícil para a TAP quer em termos operacionais, quer em termos económicos e financeiros, mas foi um ano que não comprometeu o nosso futuro. Um ano que nos permitiu continuar a criar raízes para que o plano estratégico possa ser implementado como previsto”, indicou, por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da TAP, Miguel Frasquilho.

Prémios leva a reunião urgente

O anúncio da decisão da comissão executiva da TAP de distribuir prémios no valor de 1,171 milhões de euros a 180 pessoas, incluindo dois quadros de topo, causou desconforto junto dos membros da administração da companhia aérea nomeados pelo Estado.

Segundo o Jornal de Negócios esta quinta-feira, os seis administradores ligados ao Estado decidiram convocar uma reunião extraordinária do conselho de administração da empresa para analisar esta situação. O encontro ocorrerá já esta quinta-feira.

O incómodo manifestado pelos representantes do Estado resulta em particular do facto do grupo TAP ter registado um prejuízo de 118 milhões de euros. Estas circunstâncias tornam difícil justificar a opção por distribuir prémios.

O Estado, que controla 50% do capital da TAP, tem seis membros no conselho de administração da companhia aérea – António Gomes Menezes, Ana Pinho, Bernardo Trindade, Diogo Lacerda Machado, Esmeralda Dourado e Miguel Frasquilho, o qual ocupa a presidência deste órgão social.

  ZAP // Lusa

23 Comments

  1. OS POLÍTICOS SÃO UMA VERGONHA ! . . . .
    Desde 1990,trabalhei para Empresas Privadas Nacionais.A participação nos lucros,equitativamente desde o mais simples ao
    ao mais elevado,todos recebem.Reformei-me em 2016.A atribuição era feita do menor,dez euros,no meu caso,Chefia intermédia,quatrocentos euros,
    X 12 obrigatóriamente todos os descontos feitos.
    TODOS OS POLÍTICOS EM PORTUGAL SÓ MESMO
    PARA METEREM AO BOLSO. CORRUPTOS ! …..

    • Se não fosses ignorante saberias que a TAP foi privatizada e tem uma gestão privada, que, como se vê, gere muito bem a empresa!…

      • NESSAS NEGOCIÁTAS POLÍTICAS ESTOU ROUBADO DOS OITO ANOS QUE TRABALHEI PARA OS CIMENTOS FIZ OS DESCONTOS PARA A SEGURANÇA SOCIAL E NÃO APARECEM .
        OS CIMENTOS FORAM VENDIDOS.QUEM ME ROUBOU ! . . .O PAÇOS COELHO É QUE DEVIA.
        EU PAGUEI E ESTOU ROUBADO ! . .

  2. Existe prejuízos enormes e as pessoas que lá supostamente trabalham recebem bonus??? Só no país dos politicos dos CORRUPTOS = Portugal

    • E isso é inédito? Há alguma novidade?
      O mesmo aconteceu com os bancos que o estado meteu a mão, não só BPN e BES, até nos que estão no activo aconteceu e acontece.
      As luvas são por fazerem os negócios, não interessa se bons ou maus.

  3. Se a TAP fosse totalmente privada, dando prejuízo como é o caso, não acredito que houvesse quaisquer dividendos. É uma completa vergonha e abuso de dinheiros públicos. Porque se for preciso meter lá dinheiro, lá estará o estado (nós ), a meter dinheiro.

  4. NÃO SOU IGNORANTE NÃO ! . . . .
    ESTOU ROUBADO PELOS POLÍTICOS E AS NEGOCIÁTAS QUE FAZEM COM OS PRIVADOS.
    VENDERAM OS CIMENTOS,OITO ANOS DESCONTEI PARA A SEGURANÇA SOCIAL.
    EU PAGUEI ! . .QUEM ME ROUBOU ! . . . O PAÇOS COELHO É QUE DEVIA ! . .

  5. Não?!
    Pois, mas a TAP é totalmente privada!
    E, foi uma privatização tão bem feita, que só os prejuízos é que não foram privatizados!…

    • Não, não é! O Estado é acionista maioritário muito embora detenha apenas 50% e não mais do que isto. 45% está no acionista privado e 5% nos trabalhadores. Foi o que o amigo do Costinha, o Diogo Lacerda, negociou.
      Abre os olhos ó morcão!

      • Mais uma vez: A TAP não foi renacionalizada; continua privada e com gestão privada.
        Simplesmente, já que o Estado assumia a dívida/risco, negociou com os outros accionistas e aumentou a sua posição para 50%.
        Além disso, o presidente do Conselho de Administração da TAP chama-se Miguel Frasquilho e é do PSD!…
        .
        Vês Morcão?
        É por isso que não se deve falar do que não se sabe!….

  6. Pois, e está neste momento a decorrer uma oferta obrigacionista.
    Quem irá subscrever obrigações da TAP, quando os prejuízos são crónicos e a atitude da empresa é a que se vê?
    Quem comprar, depois não se queixe e não diga que não sabia, até porque o próprio prospecto é bem claro a indica uma grande quantidade de riscos.
    Esses riscos, o historial da empresa e a atitude das pessoas que a gerem, demonstrada agora nesta distribuição de prémios, dão a resposta a quem estiver a pensar se valerá a pena subscrever obrigações da TAP…

  7. Nos descobrimentos iam limpar ouro ao brasil agora os brasucas instalam-se cá e limpam graveto para o brasil.
    A TAP não é governada por brasucas?

  8. Parabéns TAP. Acabaram de roubar os portugueses. Já agora, como a TAP deu prejuízo baixem os preços dos bilhetes!! É uma maneira de dar prémios aos utilizadores. Vivam os prémios da incompetência. VIVAM. ATENÇÃO: ainda vão levar uma medalha do presidente como melhores CEOS….esperem para ver!!
    Não faz mal, o POVO PORTUGUÊS é idiota e como tal toda a gente goza connosco. Nós pagamos caral…
    Esta gente devia levar um chuto no cú. já…Despedidos.

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