Cartas revelam que Charles Dickens planeou internar a esposa (sã) num manicómio

Cartas escondidas no tempo revelam que o escritor Charles Dickens quis mandar a sua esposa, Catherine, para um manicómio. Mas o plano falhou.

Inicialmente, o casal era feliz e criou dez filhos. Mas, na época em que Charles e Catherine se separaram em 1858, o relacionamento deles estava muito mal.

John Bowen, professor de literatura do século XIX na Universidade de York, no Reino Unido, descobriu recentemente o conto em 98 cartas que foram mantidas na Universidade de Harvard, mas nunca transcritas ou analisadas. “Foi um momento que fez os pelos na parte de trás do meu pescoço se levantarem”, disse em comunicado.

As cartas foram escritas por Edward Dutton Cook, um jornalista e vizinho de Catherine após a sua separação de Charles. Cook dirigia-se ao amigo William Moy Thomas.

O conteúdo destas cartas descrevia o plano do escritor de internar a esposa num manicómio, ainda que Catherine fosse perfeitamente sã e saudável.

O professor de literatura foi o primeiro a reconhecer que o comportamento de Dickens era questionável: “Biógrafos e académicos sabem há anos como Dickens se comportou neste momento, mas agora parece que até tentou desviar a lei para colocar a sua esposa e mãe dos seus filhos num hospício, apesar da sua sanidade evidente”, conta.

As conversas entre Cook e Catherine aconteceram quase duas décadas depois do divórcio dos Dickens e revelam que, após 22 anos de casamento, o escritor teve um caso com uma jovem atriz e decidiu que estava cansado da sua esposa, que havia gerado e criado os seus dez filhos. Além disso, como escreveu Cook em 1879, o escritor considerava que a cônjuge tinha perdido “parte da sua boa aparência”.

Ele até tentou calá-la num hospício, pobrezinha!”, escreveu Cook na mesma carta. “Mas, por pior que seja a lei em relação à prova de insanidade, não conseguiu arrebatá-la ao seu propósito”.

Com as descobertas, é possível explicar o misterioso desentendimento entre Charles e o médico Thomas Harrington Tuke, que aconteceu no fim do casamento dos Dickens.

Tuke trabalhava como superintendente no Sanatório Manor House, em Londres, entre 1849 e 1888. Bowen supõe que o médico se recusou a concordar com o plano de Dickens de internar Catherine. Mais tarde, o romancista chegou a referir-se a Tuke como um “ser miserável” e um “jumento médico”.

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