Pedro Mota Soares despede-se do Parlamento e fala em “profissão de fé na democracia”

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Aplaudido de pé pela sua bancada, pelo PSD, e com aplausos de deputados do PS, Pedro Mota Soares falou dos 10 anos que passou na Assembleia da República e despediu-se do Parlamento.

O deputado do CDS-PP Pedro Mota Soares fez esta terça-feira o seu discurso de despedida do Parlamento a defender “uma profissão de fé na democracia” e a “capacidade de compromisso” para resolver os problemas do país.

Aplaudido de pé pela sua bancada, pelo PSD, e com aplausos de deputados do PS, Mota Soares falou dos 10 anos que passou na Assembleia da República, recordou a sua passagem pelo Governo e o que aprendeu desde 2005, o “valor do compromisso” que vai “sentindo esquecido”. E citou Adelino Amaro da Costa, fundador do CDS, para dizer que “um moderado serve-se do compromisso para evitar a rutura”.

Num momento de “ruturas” e retrocessos das democracias, “dos regimes tomados por populistas ou minados pela corrupção, às democracias dita iliberais”, Pedro Mota Soares afirmou a sua “convicção profunda” na liberdade e na democracia. “Volta a ser necessário fazer uma profissão de fé na democracia”, afirmou o antigo ministro da Solidariedade do anterior Governo PSD/CDS.

Nos últimos 15 anos, em que esteve no Governo e no Parlamento, assistiu “a muito” e recentemente apontou a “quebra das convenções” que existiram na democracia, dando vários exemplos. “Pela primeira vez, governa quem não ganhou eleições. Pela primeira vez, preside a esta câmara alguém que não foi indicado pelo grupo político com mais deputados. Pela primeira vez, os acordos de concertação social não são respeitados pelo parlamento”, disse.

Para o futuro, defendeu a “capacidade de compromisso” para responder aos problemas de Portugal e responder a várias perguntas que o próprio fez.

O que fazer, por exemplo, para que a “economia cresça em média 3% por ano na próxima década” ou como “quebrar de vez os círculos de pobreza que se transmitem de geração em geração” ou ainda como preparar o país “para a quarta revolução industrial”. “A resposta a estas questões vai ter de ser alcançada, mais do que no confronto, na capacidade de compromisso”, disse.

Pedro Mota Soares, de 45 anos, advogado e assistente universitário, não foi eleito eurodeputado na lista do CDS para as europeias de maio e, devido a uma regra interna da liderança de Assunção, também não entrou nas listas de candidatos a deputados nas legislativas de outubro, pelo que sai da Assembleia da República no final da legislatura.

No dia seguinte às europeias, Mota Soares afirmou ter ido “plantar macieiras”, inspirado numa frase de Adriano Moreira, histórico do CDS, e que foi conversar com alunos da escola onde estudou, em Cascais, e repetiu o que respondeu a uma pergunta de um aluno sobre o maior erro que se pode fazer em política. “Em política, o maior erro é não fazer. O segundo maior erro é desistir”, afirmou.

Assunção Cristas, líder do CDS, agradeceu o trabalho de Mota Soares, tanto no partido como no Governo, quando ajudou, “em tempos particularmente difíceis”, de intervenção externa, com a “troika”, a dar mais “coesão social” ao país e aos mais desfavorecidos.

ZAP // Lusa

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