Moscovo recusa que Kiev seja representada na Rússia pela Suíça

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Alexei Danichev / Kremlin / EPA

A Rússia anunciou esta quinta-feira ter recusado que a Suíça represente diplomaticamente Kiev em território russo, indicando que Berna “perdeu o seu estatuto neutral” ao sancionar Moscovo pela sua ofensiva militar na Ucrânia.

Na quarta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros suíço anunciou que a Ucrânia desejava que a Suíça representasse os seus interesses na Rússia.

“Infelizmente, a Suíça perdeu o seu estatuto de Estado neutro e não pode agir nem como mediador, nem como representante dos interesses” ucranianos, declarou hoje à imprensa um porta-voz da diplomacia russa, Ivan Netchaïev.

O porta-voz confirmou que a Suíça tinha pedido o aval de Moscovo para ali representar os interesses ucranianos. Mas condenou o apoio de Berna a Kiev e as sanções suíças impostas à Rússia, devido à invasão russa da Ucrânia.

“É completamente incompreensível que [um Estado] proponha uma mediação, uma representação ou outros serviços de boa-fé quando se comporta desta maneira”, acrescentou Netchaïev.

Quando dois Estados cortam total ou parcialmente as suas relações, a Suíça, fazendo uso da sua neutralidade, está habituada a assumir uma parte das suas obrigações diplomáticas ou consulares.

A potência protetora permite aos Estados em causa manter um mínimo de relações e pode igualmente garantir a proteção consular aos cidadãos de um dos Estados no território do outro.

Foi no século XIX que a Suíça assumiu, pela primeira vez, o papel de potência protetora, representando em França os interesses do Reino da Baviera e do Grão-Ducado de Baden, durante a Guerra Franco-Prussiana de 1870-1871.

A atividade de potência protetora da Suíça atingiu o seu auge durante a Segunda Guerra Mundial, quando representou os interesses de 35 Estados.

O país alpino exerce atualmente menos de dez mandatos, um dos quais é o de representante dos interesses russos na Geórgia e dos interesses georgianos na Rússia desde 2009. Representa igualmente os interesses do Irão no Egito desde 1979 e os do Irão no Canadá desde junho de 2019.

  Lusa //

5 Comments

  1. A neutralidade é protecção. Para onde estamos indo agora? O profeta Daniel escreve: “E [o rei do norte = Rússia desde a segunda metade do século XIX. (Daniel 11:27)] tornará para a sua terra com muitos bens [1945], e o seu coração será contra a santa aliança [a União Soviética introduziu o ateísmo estatal e os crentes foram perseguidos]; e vai agir [isso significa alta atividade no cenário internacional], e voltará para a sua terra [1991-1993. A dissolução da União Soviética e o Pacto de Varsóvia. As tropas russas retornaram a sua terra]. No tempo designado voltará [as tropas russas voltarão para onde estavam anteriormente estacionadas. Isto também significa ação militar, grande crise, desintegração da União Europeia e da NATO. Muitos países do antigo bloco de Leste voltará à esfera de influência russa]. E entrará no sul [este será o início de uma guerra nuclear], mas não serão como antes ou como mais tarde [as atuais ações militares não conduzirão a uma guerra nuclear global. Esta guerra só começará após o retorno do rei do norte, e por causa do conflito étnico], porque os habitantes das costas de Quitim [o distante Ocidente, ou para ser mais preciso, os americanos] virão contra ele, e (ele) se quebrará [mentalmente], e voltará atrás”. (Daniel 11:28-30a) Desta vez será uma guerra mundial, não só pelo nome. A “poderosa espada” também será usada. (Apocalipse 6:4) Jesus o caracterizou assim: “coisas atemorizantes [φοβητρα] tanto [τε] quanto [και] extraordinárias [σημεια] do [απ] céu [ουρανου], poderosos [μεγαλα] serão [εσται].”
    É precisamente por causa disso haverá tremores significativos ao longo de todo o comprimento e largura das regiões [estrategicamente importantes], e fomes e pestes.
    Muitos dos manuscritos contém as palavras “e geadas” [και χειμωνες].
    A Peshitta Aramaica: “וסתוא רורבא נהוון” – “e haverá grandes geadas”. Nós chamamos isso hoje de “inverno nuclear”. (Lucas 21:11)
    Em Marcos 13:8 também há palavras de Jesus: “e desordens” [και ταραχαι].
    A Peshitta Aramaica: “ושגושיא” – “e confusão” (sobre o estado da ordem pública).
    Este sinal extremamente detalhado se encaixa em apenas uma guerra.
    Mas todas essas coisas serão apenas como as primeiras dores de um parto. (Mateus 24:8)
    Este será um sinal de que o “dia do Senhor” (o período de julgamento) realmente começou. (Apocalipse 1:10; 2 Tessalonicenses 2:2)

    • Sem ofensa, onde é que o caro copiou essa K7? Se é resultado de estudo, confesso a minha admiração, mesmo que não compreenda como se pode perder tanto tempo com futilidades espirituais. Ou será que é apenas “religião”? As personalidades que cita viveram num tempo em que a Terra era plana, sabiam lá o que era o “Norte” ou o “Sul”. Sabiam lá onde ficava uma civilização mais antiga que a judaica e que dá pelo nome de China? Não quero ofender, mas, e se calhar, Nostradamus foi o mais sábio dos profetas, basta que envolvemos os erros e ambiguidades em papel de celofane. Sabe que mais? Desconheço qualquer prova, irrefutável, sobre a existência de Jesus Cristo. Desconheço porque não existem, só a fé sustenta a crença. Daí, quem garante que os Profetas existiram mesmo e que as suas heranças proféticas não passam de aldrabices bem-intencionadas? Mais a sério: a espécie humana é tão volátil, tão pouco sobrevivente que é impossível prever o que vai acontecer nos próximos 100, quanto mais daqui por milhares de anos. Só fantasiando e hoje sabemos que os pontinhos brilhantes no céu são estrelas.

  2. Boa tarde,

    Não tenho muitos conhecimentos sobre a BIBLIA CRISTÃ, a Católica é uma delas, este Exmo. Sr. está muito bem informado sobre o assunto, estará no contexto dos pensadores da altura e coincidir com o de agora mas o contexto atual é bem diferente, não estou a retirar credibilidade mas a razão está com um Estado em que o Povo escolheu um Governo e os de fora não tem nada a haver com isso, desde que não hajam ataques a Vizinhos o que não foi o caso.

    Estou completamente solidário com o Povo Ucraniano, estou a levar por tabela mas sinto-me completamente feliz por estar a ajudar um Povo que está a dar um grande exemplo do que querem, a DEMOCRACIA.

    Força Povo Ucraniano.

    A. Sousa.

  3. Estou muito solidário com o Povo Ucraniano, estou a ajudar os Ucranianos pela sua coragem e montra ao Mundo que a democracia prevalece e não as Ditaduras.

    Viva a UCRÂNIA E SEU POVO HEROI.

    Putin nada tem a ver com a Ucrânia, a Ucrânia é Soberana e independente, UCRÂNIA É DEMOCRATICA mas a RÚSSIA É UMA PLENA DITADURA, pobre povo Russo, 80% são pobres e de classe média e os 20% são de milionários e bilionários que com a ganância e poder vão destruído em seu redor.
    VIVA A UCRÂNIA. FORÇA AMIGOS

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