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Montanhistas desaparecidos há 16 anos encontrados em glaciar nos Himalaias

Alex Lowe e o seu operador de câmara, David Bridges,

Os corpos dos montanhistas Alex Lowe e do seu operador câmara, David Bridges, foram encontrados num glaciar nos Himalaias.

Os corpos dos dois montanhistas norte-americanos foram encontrados 16 anos depois de terem ficado soterrados, em outubro de 1999, por uma massiva avalancha numa das montanhas mais altas do mundo.

Segundo um comunicado da Alex Lowe Foundation, os dois corpos foram encontrados no dia 27 de abril pelos montanhistas David Götler e Ueli Steck.

Quando os dois montanhistas se preparavam para uma subida na encosta sul do Shisha Pangma, aperceberam-se da presença de dois corpos “ainda por baixo do gelo azul, mas a começar a emergir do glaciar”, revela a Fundação.

Alex Lowe, de 40 anos, e David Bridges, de 29, foram arrastados por uma gigantesca avalancha de neve e gelo quando se encontravam a 8.027 metros de altitude, no pico Shisha Pangma, na China.

A descoberta trouxe alívio e paz à família“, disse o montanhista Conrad Anker, que sobreviveu à avalancha, citado pela AFP.

Anker viria a casar com Jennifer Lowe, a viúva de Lowe, e adoptou os seus três filhos.

A família irá agora viajar para a montanha no Tibete – uma das 14 montanhas em todo o mundo com mais de 8 mil metros de altura – para receber os corpos.

“Os pais de Alex estão gratos por saber que o corpo do filho foi encontrado”, afirma Jennifer Lowe-Anker no comunicado da Fundação Alex Lowe.

“Conrad, os rapazes e eu vamos fazer a viagem até Shisha Pangam”, adiantou.

O casal estava em Kathmandu, no Nepal, a acompanhar a construção de um novo edifício do Centro Khumbu Climbing, destinado ao treino de montanhistas locais, quando soube da notícia.

Este centro foi criado em 2003 em memória de Lowe, que escalou por duas vezes o Monte Evereste e tinha fortes ligações ao Nepal.

Alex Lowe, um dos mais conceituados montanhistas do mundo, tinha a alcunha de Lung With LegsPulmão com Pernas, depois de uma descida a alta velocidade no pico de Aconcagua na Argentina, o mais alto do continente americano.

ZAP

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