Ministro afirma que 700 mortos em urgências em janeiro “nada tem de assustador”

Rodrigo Gatinho / portugal.gov

O Ministro da Saúde, Paulo Macedo

O Ministro da Saúde, Paulo Macedo

O ministro da Saúde recusou considerar assustador o registo da Direção-Geral da Saúde (DGS) de ocorrência de 700 mortos nos primeiros 20 dias de janeiro nas urgências dos hospitais públicos.

Caos nas urgências

“Nada tem nada de assustador”, declarou Paulo Macedo, este sábado, depois das visitas a unidades de saúde em Linda-a-Velha e Alcântara (Lisboa) com alargamento de horário de atendimento aos dias de semana e ao sábado, por causa do surto da gripe.

O governante disse que “esse número foi dado pelo Ministério da Saúde” à DGS e explicou que, “em todo o mundo”, o registo de mais óbitos em hospitais “é na urgência”.

Todos os anos, temos um grande número de óbitos nas urgências. A seguir à área dos cuidados intensivos, em todos os hospitais de todo o mundo, a área em que há mais óbitos é na urgência”, frisou.

No entender do responsável pela pasta da saúde, “há uma alteração de hábitos culturais“, porque se constata que “há mais pessoas que vão falecer hoje em dia aos hospitais, não é só uma questão dos cuidados de saúde serem melhores e haver uma maior oferta”.

“Há um conjunto de pessoas que, antes, quando as suas condições clínicas não justificavam, queriam estar em casa e, hoje em dia, mesmo que as suas condições não indiquem grande necessidade de um recurso ao hospital, prefere a sua família ter um enquadramento de âmbito clínico. Esse padrão acontece em todos os hospitais”, afirmou.

Sem elementos sobre as causas dos óbitos, os dados da DGS, que não permitem saber se os doentes morreram antes ou depois de serem observados por um médico, indicam que, em 2014, morreram 9.429 pessoas nas urgências dos hospitais públicos, quando registo de 2013 foi de 9.213.

/Lusa

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1 COMENTÁRIO

  1. Palhaçada, agora escolhe-se o sítio onde se vai morrer. Vocês é que deviam ter as condições que nós pobres temos, sujeitamo-nos ao que podemos pagar se podemos, senão ficamos a dever, enquanto os ladrões têm dinheiro na carteira para ir para os particulares. Tenho pena que um destes desgraçados que morreram nas urgências não fosse vosso familiar, aí iriam dar o valor.

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