Microsoft aceita contratos milionários para ajudar soldados a matar (tudo pelo bem da democracia)

Microsoft

A Microsoft está a desenvolver uma tecnologia de realidade aumentada (RA) para o exército americano treinar os seus soldados. O CEO da empresa garante que é para o bem da democracia.

Os HoloLens 2 são os novos óculos de realidade aumentada desenvolvidos pela Microsoft. Graças a um contrato com o exército dos EUA, no valor de 420 milhões de euros, a Microsoft está a procurar formas de aplicar a tecnologia para ajudar soldados a matar.

O governo americano pretende integrar visão noturna, comunicação, reconhecimento de alvos e de perigo nos óculos desenvolvidos pela Microsoft. Com estas alterações aplicadas, “a letalidade dos soldados será amplamente melhorada“, disse o governo.

“Tomamos uma decisão de princípio de que não vamos recusar tecnologia a instituições que selecionamos nas democracias para proteger as liberdades que desfrutamos”, disse o CEO da empresa norte-americana, Satya Nadella, em declarações à CNN Business.

O CEO esteve na Mobile World Congress, em Barcelona, onde apresentou os HoloLens 2, falou sobre a polémica e admitiu continuar a apoiar o governo americano.

Alguns trabalhadores da Microsoft escreveram uma carta aberta a Nadella e ao presidente da Microsoft, Brad Smith, na qual demonstram o seu descontentamento. Os operários não querem que a tecnologia seja utilizada em aplicações militares.

Na carta em causa, pode ler-se que os funcionários e acionistas da empresa “não se querem tornar em benefeciários da guerra“. A carta encontra-se disponível para assinatura no Twitter e conta já com mais de 250 assinaturas de trabalhadores da Microsoft.

Em resposta ao documento, Nadella afirma que a decisão da empresa é fundamentada e que se trata de “ser um cidadão responsável numa democracia“.

Numa publicação de Brad Smith no blog da Microsoft, em outubro do ano passado, o presidente da multinacional garantiu que permite aos trabalhadores insatisfeitos que troquem de funções, mas que não vai abandonar o exército americano. “Todos nós que vivemos neste país dependemos da sua forte defesa”, acrescentou Smith.

Dos velhos tempos de Age of Empires e Halo Wars 2 até ao mundo de realidade aumentada dos novos HoloLens 2 para aplicações militares, os jogos de guerra da Microsoft são cada vez menos jogo, cada vez mais realidade.

ZAP // CNN Business

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1 COMENTÁRIO

  1. Ajudar soldados a matar??Não seria ajudar soldados a se defender no campo de batalha?
    Ainda bem que existe gente que colocar o seu na reta, não é mesmo..E defendendo a democracia sim..Ou se esqueceram que os aliados tiveram que combater o nazismo , matando gente,infelizmente…E sim,eles lutavam pela democracia…

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