No Médio Oriente, a indústria do café está a ajudar mulheres a quebrar estereótipos

As mulheres começam a destacar-se em várias áreas da indústria do café no Médio Oriente. A entrada num mercado dominado por homens está a ajudá-las a quebrar estereótipos.

Nos Emirados Árabes Unidos, o café artesanal está por toda a parte. Se estivermos em Abu Dhabi, por exemplo, não tardará até vermos um homem em trajes tradicionais islâmicos a preparar uma chávena. O que provavelmente não esperaria é encontrar uma mulher a fazê-lo e, em alguns casos, até a ensinar jovens baristas.

O fenómeno não é endémico dos Emirados Árabes Unidos. Um pouco por todo o Médio Oriente começa-se a ver mulheres a pôr o pé na porta da indústria do café. Desta forma, as mulheres vão quebrando estereótipos de que esta é uma indústria exclusiva para homens.

Vários países do Médio Oriente estão a tentar livrar as suas economias da dependência do petróleo. Para tal, estão a virar-se para a mão de obra doméstica qualificada, encorajando o empreendedorismo nacional. Gradualmente, escreve o OZY, estão também a aumentar a participação feminina na força de trabalho.

Desde baristas a torrefadoras de café, são várias as mulheres a darem o salto para a indústria do café. Nooran Al Bannay desistiu do seu emprego como engenheira numa empresa petrolífera para tornar-se a primeira mulher do Médio Oriente a ter formação para avaliar cafés. Cleia Junqueira é jurada no Campeonato do Mundo de Baristas. Sara Al Ali é uma empresária saudita de café e especialista em café turco.

“A minha família bebe café turco e eu não gosto porque tem muito cardamomo e açúcar”, diz Al Ali, que criou um galardoado café turco usando grãos do Panamá, Etiópia e México. “Simplesmente reintroduzi essa mistura de uma maneira diferente, aplicando padrões de qualidade”.

“Quando comecei, estava a fazer sessões de treino apenas para mulheres na Arábia Saudita. Fiquei surpreendida porque homens começaram a ligar-me e perguntar: ‘Porque é que só estás a treinar mulheres? Queremos treinar contigo’“, disse ainda Al Ali.

No entanto, nem todas as mulheres têm a mesma facilidade em triunfar. A iraniana Raha Shahsavar diz que os seus colegas masculinos arranjam trabalho mais facilmente porque as pessoas presumem que os homens trabalham melhor com as máquinas.

“Quando comecei, era muito difícil convencer a minha família a deixar-me trabalhar nesta área”, disse ainda Shahsavar. “Agora eles veem todos os meus certificados e percebem que ser um profissional da indústria do café não é apenas carregar em botões para fazer uma bebida, o que é melhor”.

Daniel Costa, ZAP //

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