Caso Mayorga. Novos documentos podem tramar Ronaldo

Juventus / Facebook

Cristiano Ronaldo na apresentação oficial na Juventus

Há novos dados no âmbito do caso em que a norte-americana Kathryn Mayorga acusa Cristiano Ronaldo de violação. A revista Der Spiegel publica documentos que atestam as alegadas contradições do futebolista, com uma versão apresentada aos advogados e outra às autoridades.

Estes novos documentos publicados pela revista alemã reportam-se a e-mails trocados entre os advogados do jogador, revelando as alegadas respostas dadas por Ronaldo a um questionário que lhe apresentaram sobre o que aconteceu naquela noite de 2009, quando Kathryn Mayorg alega que ele a violou.

Essas respostas originais, em que Ronaldo terá admitido que a norte-americana disse várias vezes não, terão sido depois alteradas pelos advogados, de modo a criar uma versão mais favorável ao avançado.

Na versão inicial, Ronaldo revela que no final do acto sexual, Mayorga lhe disse “‘Seu parvo, porque é que forçaste? Seu estúpido” e que ele respondeu “‘desculpa lá'”, conforme mostram os documentos divulgados pela Der Spiegel.

Penetrei-a de lado. Ela mostrou-se disponível. Estava deitada de lado, na cama, e penetrei-a por trás. Foi brusco. Não mudamos de posição. 5/7 minutos. Ela disse que não queria, mas mostrou-se disponível. Foi brusco o tempo todo, virei-a de lado e foi rápido. Talvez tenha ficado com lesões quando a agarrei. Ela não mo queria dar, em vez disso masturbou-me. Já não sei bem o que ela disse quando me estava a masturbar. Mas continuou a dizer não. ‘Não o faças’ – ‘Não sou como as outras’. Pedi desculpa depois”, terá contado Ronaldo aos advogados, segundo os documentos.

Essa versão terá sido depois alterada para omitir as partes sobre a alegada recusa de Mayorga e para incluir que “ela não se queixou, não gritou, nem pediu ajuda”.

Os e-mails atestam ainda que os dois não usaram preservativo, nem falaram disso, que ele “não se veio dentro dela”, mas “sobre ela e no lençol”, que “não houve lubrificante” e que Ronaldo usou “saliva”.

Os documentos publicados pela Der Spiegel mostram também conversas em que os advogados falam da tradução do documento para Inglês, nomeadamente um deles a questionar como devia traduzir “expressões como ‘bola de cuspo’ e ‘toca-me ao bicho’“.

Os advogados de Ronaldo já alegaram que os documentos que a revista alemã tem na sua posse foram “fabricados” por piratas informáticos, contestando as argumentações apresentadas pela defesa de Kathryn Mayorga.

ZAP //

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9 COMENTÁRIOS

  1. Estou plenamente de acordo que esta menina tem toda a razão do seu lado, foi com o Ronaldo para o quarto na intenção de rezarem o terço em conjunto e ele aproveitou-se da ocasião, nada como castrar todos os homens caso contrário não irá acabar a atracção por mulheres e é muito complicado sobretudo quando se dá com elas sérias como esta.

  2. Para mim isto é tudo uma questão de empacotar melhor a tese da defesa.
    Acho que tiradas destas “…tradução do documento para Inglês, …como devia traduzir “expressões como ‘bola de cuspo’ e ‘toca-me ao bicho”, parece-me um pouco brejeiro.

  3. De Mal a pior,
    Porque não se limita simplesmente a comentar sem incluir Alusões religiosas no seu comentário?
    Respeite se quer ser respeitado.

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