Exame de Matemática A criticado. Prova “infeliz” não permite “distinguir” alunos

Studio Cl Art / Photl

A Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) criticou esta quinta-feira a elaboração do exame nacional de Matemática A, prova realizada por mais de 38.699 alunos que pretendem concorrer ao Ensino Superior.

No entender da SPM, “o esforço e o empenho dos alunos não são recompensados” com a prova desta quinta-feira, já que se torna “extremamente difícil, se não mesmo impossível, seriar de forma justa os futuros candidatos ao Ensino Superior”.

“Os itens de maior complexidade se encontram perdidos entre os 14 opcionais, dos quais apenas oitos contarão para a classificação (…) Assim, estes itens mais selectivos terão um impacto muito diminuto nas classificações finais dos alunos”, frisa a SPM, citada pelo Público, que recorda que a pandemia fez com que houvesse adaptações nas provas.

Os exames foram divididos em duas partes: “uma que conta obrigatoriamente para a nota final que, no caso da prova de Matemática A é constituída por 4 itens; e outra com perguntas opcionais das quais só serão selecionadas as que tiverem melhor classificação, o que no exame desta quarta-feira incide em 8 de 14 perguntas”, explica o jornal.

“A infeliz adaptação feita à prova pelo Instituto de Avaliação Educativa [IAVE, responsável pela elaboração dos exames], os quatro itens obrigatórios, “que versam sobre conteúdos do 10.º e do 11, º ano, são aqueles que vão no essencial distinguir os alunos”.

“Entre estes itens encontra-se um de escolha múltipla (7.1) em que um simples erro de cálculo sem importância poderá determinar uma perda irreparável de pontuação (…) “Com uma prova com estas características, o esforço e o empenho dos alunos não são recompensados”, frisa ainda SPM.

Em declarações ao jornal i, uma professora que leciona Matemática A diz que os alunos não consideraram o exame difícil, referindo que o exame pode ajudar a subir notas a nível geral. “A sensação que tenho é que, nos alunos medianos, as notas poderão subir; nos bons alunos, será idêntico”, disse a docente.

“Não era muito difícil, mas as perguntas da matéria de 12.º eram um pouco mais complicadas do que as da matéria do 10.º e 11.º”, disse ao mesmo jornal a mesma professora, que leciona Matemática A na região da Grande Lisboa.

O presidente do IAVE já admitiu um possível aumento de notas com este modelo de perguntas opcionais desenhado por causa da pandemia, não antevendo no entanto grandes diferenças. Os resultados das provas saem a 3 de agosto.

Os critérios de avaliação da prova já foram publicados no site do IAVE.

Compareceram 34.912 estudantes dos 38.473 inscritos.

O Ministério da Educação decidiu que este ano as provas nacionais não eram obrigatórias para a conclusão do esecundário, passando a contar apenas as classificações internas, ou seja, as notas atribuídas pelos professores pelo trabalho realizado ao longo do ano.

Por isso, este ano, a maioria dos alunos (91%) participa exclusivamente com o objetivo de concorrer ao ensino superior, em contraste com os dados referentes ao ano passado, em que a maioria tinha em vista a aprovação final do secundário.

Português deixou de ser a prova mais realizada entre os exames nacionais, uma vez que não será obrigatória para todos os finalistas, contando com apenas 41.887 inscrições, em comparação com as mais de 77 mil do ano anterior.

O exame mais concorrido na primeira fase é Biologia e Geologia (44.047), seguindo-se Física e Química A (42.269), Português e Matemática A (38.669).

ZAP //

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