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“Desorientação total” na Champions; flop das direitas e congresso “artificial” do Chega

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Carlos Barroso / Lusa

Luís Marques Mendes

Luís Marques Mendes considera que “não há coerência” nos critérios da Direção Geral da Saúde (DGS) e do Governo ao permitir a realização da Champions no Porto. Em relação ao congresso das direitas, o comentador diz que foi um “flop”.

No seu habitual espaço de comentário na SIC, este domingo à noite, Luís Marques Mendes admitiu concordar com as críticas do presidente do FC Porto, que convidou António Costa a demitir-se do cargo de primeiro-ministro.

O comentador político referiu que Pinto da Costa “tem toda a razão” nas críticas à realização da Champions com público estrangeiro enquanto os estádios continuam a não poder receber adeptos portugueses.

O antigo líder do PSD referiu que não há “coerência nos critérios” da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Governo ao permitir a realização da final da Liga dos Campeões enquanto impõe, em simultâneo, medidas mais apertadas para os portugueses.

“Será que os estrangeiros são mais disciplinados? Claro que não. Há uma desorientação total, um desnorte e uma falta de comunicação. E o problema é que não são casos pontuais, é uma tendência”, apontou.

Segundo o Expresso, o comentador criticou ainda a ministra Mariana Vieira da Silva, que garantiu, em conferência de imprensa, que todos os adeptos realizariam testes PCR e permaneceriam numa bolha antes de regressarem no mesmo dia para o Reino Unido.

“A bolha foi tudo ao molho e fé em Deus. Se a ministra não tinha condições para garantir isso, porque prometeu?”, questionou.

Há uma desorientação total e depois de tudo acontecer ninguém dá a cara, todos fogem”, observou, considerando incompreensível o facto de nem a ministra do Estado da Presidência, nem o secretário de Estado do Desporto nem mesmo o primeiro-ministro darem explicações.

Mais do que o risco de contágio face à expansão da variante indiana, o comentador alertou para o “mau exemplo” que é dado aos cidadãos.

No decorrer do comentário, apontou ainda três falhas ao Executivo: uma falha a decidir, a comunicar e a fuga às responsabilidades. Quanto à “desorientação”, disse que essa vem de “há muito tempo” e só se pode justificar porque o Governo está “exausto” e conta com vários ministros “fragilizados”, como Eduardo Cabrita.

O flop da convenção das direitas

Sobre a Convenção do MEL – Movimento Europa e Liberdade, Luís Marques Mendes disse que não só falhou a aproximação entre os partidos da direita, como também falhou a participação. Apesar das críticas, elogiou o facto de a convenção ter tido como objetivo a criação de uma zona de debate – e isso aconteceu.

Para o ex-líder social-democrata, faltou os partidos clarificarem o que pretendem fazer e como serão diferentes do PS caso cheguem ao Governo. “Com a exceção da IL, este é o grande problema da direita em geral e do PSD em particular”, disse Marques Mendes, citado pelo Observador.

Outra das fragilidades, que ficou “mais visível do que nunca”, foi a divisão da direita. “A única coisa que une os vários partidos são as críticas ao PS”, disse, considerando que isso é insuficiente “para construir um projeto político e ganhar eleições”, até porque esta situação só beneficia duas pessoas: André Ventura e António Costa.

“O líder do Chega ganha estatuto e complica a governabilidade à direita, enquanto o primeiro-ministro ganha com a direita a dar de si própria uma imagem de fragilidade”, salientou.

Já em relação ao congresso do Chega, Mendes disse que “foi muito artificial” e “muito excessivo”. André Ventura diz que quer governar com o PSD, ao mesmo tempo que quase insulta o partido e o seu líder Rui Rio. “É quase como querer namorar consigo, mas chamar-lhe nomes.”

Por outro lado, “Ventura diz que quer vários ministros num eventual governo PSD, o que, para quem só tem um deputado, é tudo um exagero”.

  ZAP //

9 Comments

  1. E tu “pequenino”? Nem isso fazes! És completamente inconsequente. Nem flops, nem desorientação, nem nada. É o que tu és! NADA! Ao menos os outros, mal ou bem, fazem algo…

  2. Há comentários tristes e escondem a cara.
    Pois eu sou socialista desde há 40 anos e não concordo em nada deste governo, porque a ideia é formarem uma DITADURA de ESQUERDA.
    Pois eu dou a cara e apoio André Ventura, porque quero acabar com os corruptos, ladrões do povo.
    Quero que as Forças de Segurança sejam respeitadas e tenham mais poderes de acção.
    Quero Portugal com a Justiça e não com a injustiça que hoje é.
    Quero Portugal mais seguro e respeitado por todos povos e estrageiros.
    Quero que Portugal tenha um plafom máximo de reformas de 2.500,00€ e não esta tremenda desigualdade.
    Quero que seja reduzida os Deputados no máximo para 180 Deputados como está na Constituição portuguesas.
    Quero que seja eliminada as Subvenções Vitalicias.
    Quero que acabem com Acordo Ortográfico de 1990 porque sou português e ninguém me perguntou se eu queria falar dialecto!
    Pois devia haver um referendo, porque a Língua de Camões é nossa e não de uns coitados para agradar no Brasil empurrado pelo ex preso 44 Sócrates.
    Comer na Assembleia da República com tudo desde pão, vinho, entradas, sopas, pratos de carne, peixe, dietas, sobremesa e um aperitivo, PAGA-SE 3,00€.
    Os Zés que ganham 500,00€ por mês no minimo pagam com tudo acima 10,00€
    POR ISSO EU APOIO ANDRÉ VENTURA porque é um homem frontal e gosto das suas reivindicações, fiquei a ver melhor desde que tirei as palas, porque já vejo melhor em frente e para os lados, e antes só via em frente.
    FAÇAM COMO EU TIREM AS PALAS.
    Porque se não as tirarem vão ter uma DITADURA de ESQUERDA em Portugal, hoje já é uma DITADURA.
    VIVA PORTUGAL

  3. Em questões de demissões o Pinto da Costa só fala delas porque tem uma grande lata, ou então já devia ter dado o exemplo, demitindo-se da Presidência dos Dragões, onde ele é Presidente e tem de ser o Sérgio Conceição a resolver os problemas, e a tentar pôr ordem na casa.

    • O Sérgio Conceição a tentar pôr ordem na casa ?! Um insurreto a pôr ordem na casa? Coitado do infeliz!

      • A expressão de insurreto é sua, a minha cultura não permite qualquer comentário a tais insinuações, não sei como ele reagirá a comentários deste calibre, eu sei cota iria reagir.

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