Marques atira-se a Rangel e acusa-o de não fazer trabalho no Parlamento Europeu

André Kosters / Lusa

Pedro Marques, Ministro Planeamento e das Infraestruturas

Paulo Rangel é, nas palavras de Pedro Marques, “um dos piores em trabalho” no Parlamento Europeu. Além disso, faz uma campanha “cheia de falsidades”.

O cabeça-de-lista do PS às europeias, Pedro Marques, acusou esta sexta-feira o candidato do PSD Paulo Rangel de ser “um dos piores em trabalho” no Parlamento Europeu (PE) e de fazer uma campanha “vazia de ideias e cheia de falsidades”.

“Paulo Rangel também não fez trabalho no Parlamento Europeu. O que se conhece do seu trabalho no Parlamento Europeu é um relatório legislativo e um relatório não legislativo. Isso significa que dos mais de 760 deputados no Parlamento Europeu, Paulo Rangel está no brilhante lugar 597 em trabalho”, disse Pedro Marques.

O candidato do PS às europeias de 26 de maio falava num jantar com cerca de 400 militantes e simpatizantes, em Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro, que contou com a presença do secretário-geral do partido e também primeiro-ministro, António Costa

No seu discurso, Pedro Marques atacou Paulo Rangel acusando-o de fazer uma campanha de “falsidades” e lembrou as declarações em que aquele dizia que o candidato socialista foi “um mau ministro e um mau negociador” nas negociações do próximo quadro de fundos comunitários.

Procurando rebater esta ideia, o candidato do PS exibiu um gráfico com o resultado da primeira proposta da Comissão Europeia para o próximo quadro comunitário que mostra que os fundos aumentam 2% para a União Europeia e 8% para Portugal.

“O acordo que fizemos com o PSD para não perder um euro a preços correntes está cumprido. Foi porque o António Costa lutou e porque eu lutei na primeira fase da negociação que conseguimos esta proposta. Essa conclusão de que o PS não está a dar conta do recado é falsa. Esta maneira de fazer campanha não passará”, considerou.

Pedro Marques apelou ao PSD para parar de dizer mal do país e de dizer que tudo é culpa do PS, adiantando que ainda só não o acusaram de ser responsável pelo falhanço do acordo entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e a Coreia do Norte.

O cabeça-de-lista do PS desafiou ainda o PSD a explicar por que foi contra a medida dos passes sociais. “Porque é que o PSD se opõe a uma medida que melhora a vida de milhares e milhares de portugueses? Têm de explicar ao país”, atirou.

O secretário-geral do PS, António Costa, pediu “um grande voto de confiança“ neste Governo, para prosseguir a política que começou há três anos, e “continuar todos os dias a melhorar a vida dos portugueses”.

“É por isso que eles não nos perdoam e querem acabar com este Governo. Quando disseram que não havia alternativa, nós provámos que havia alternativa, quando disseram que vinha aí o diabo, nós conseguimos afugentar o diabo” referiu.

O líder socialista apelou ainda à mobilização e pediu o empenho de todos nestas eleições como se fossem legislativas ou autárquicas, sustentando que esta escolha “é tão decisiva como todas as outras”.

O jantar no Europarque contou ainda com uma homenagem ao ex-secretário de Estado da Indústria João Vasconcelos, que morreu esta semana.

// Lusa

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