Depois de 2 meses de um “novo normal”, a marcha atrás no desconfinamento um pouco por todo o globo

GovBogotá / Fotos Publicas

Depois de quase dois meses de regresso a uma nova normalidades, vários países enfrentam agora o aparecimento de novos surtos de infeção.

O aumento de casos de infeção de covid-19 nos últimos dias tem levado alguns países a impor, novamente, novas medidas de confinamento para conter a propagação do vírus.

Segundo o Público, os países nesta situação parecem estar a adotar medidas semelhantes, como confinar regiões específicas, isolar os casos positivos e a esforçar-se para identificar as cadeias de transmissão ativas o mais rapidamente possível.

Nas últimas duas semanas, o número de novas infecções confirmadas disparou em Espanha, sendo agora o segundo país da União Europeia com a maior taxa de incidência. Este aumento levou à imposição de novas medidas de confinamento, principalmente nas comunidades autónomas de Aragão e Catalunha.

A Catalunha já anunciou e renovou várias medidas mais apertadas e o confinamento parcial para oito municípios. Além disso, várias províncias aprovaram o uso obrigatório de máscaras mesmo em situações em que a distância social possa ser mantida.

A vizinha França está avaliar a possibilidade de fechar as fronteiras terrestres para controlar a propagação do vírus, devido ao aumento do número de casos em Espanha, principalmente na região da Catalunha e, especificamente, em Barcelona.

Segundo o porta-voz do Governo, Gabriel Attal, há cerca de 350 mil trabalhadores franceses que atravessam regularmente a fronteira com Espanha.

A Alemanha também foi obrigada a dar um passo atrás depois de detetar vários surtos de infeção no fim de junho. O diário refere que o maior registou-se num matadouro e fábrica de carne, em Gütersloh, no estado da Renânia do Norte-Vestefália, onde cerca de sete mil pessoas foram postas em quarentena e escolas e jardins de infância foram encerrados.

O novo surto detetado no início deste mês em vários hotéis de Melbourne também obrigou a Austrália a recuar. O surto na capital de Victoria levou ao encerramento da fronteira entre este estado e Nova Gales do Sul, sendo a primeira vez que a fronteira é encerrada em 100 anos.

A  8 de julho, a cidade de Melbourne foi colocada novamente em confinamento pelo menos até 20 de agosto.

Em Leicester, no Reino Unido, o governo decretou confinamento local a 30 de junho, uma medida que implicou que as escolas voltassem a fechar para a maioria dos alunos. Os bares, restaurantes e outros espaços comerciais não puderam reabrir ao público.

Também nos Estados Unidos o governador da Califórnia, Gavin Newsom, deu um passo atrás na abertura do comércio: restaurantes, bares, cabeleireiros, cinemas e algumas praias voltaram a encerrar a meio de julho. Em Los Angeles e San Diego, as aulas vão manter-se à distância no início do próximo ano letivo.

Esta quarta-feira, a região de Caxemira, na Índia, decretou uma quarentena de cinco dias em zonas consideradas de risco e o estado de Bengala Ocidental impôs um confinamento total durante dois dias.

Já em Israel, a subida da taxa de mortalidade levou a novas medidas de confinamento. O governo israelita impôs, na sexta-feira, “medidas intermédias” para evitar o confinamento geral e anunciou o encerramento de locais públicos aos fins de semana.

A África do Sul também não ficou indiferente, sendo que todas as escolas públicas vão encerrar durante quatro semanas por causa do aumento de casos de infeção no país.

No caso de Portugal, António Costa avisou no final de abril que não hesitaria em “dar um passo atrás de as coisas corressem mal”. O presságio acabou mesmo por se verificar. A generalidade do território continental baixou o nível de gravidade para o estado de alerta no início de julho, mas a região de Lisboa ficou no estado de contingência e as 19 freguesias identificadas como mais problemáticas mantiveram-se em estado de calamidade.

As medidas foram prolongadas a 13 de julho por mais 14 dias e serão reavaliadas na próxima segunda-feira.

  ZAP //

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