Vasco Célio / Lusa

Mais de metade da população residente em Portugal (52%) já tem a vacinação completa contra a covid-19, revela o relatório semanal de vacinação divulgado esta terça-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o último relatório semanal da DGS, publicado por norma todas as terças-feiras, 5.389.935 pessoas (52%) já concluíram o esquema vacinal e 6.865.047 (o equivalente a 67%) tomaram pelo menos uma dose.

Por grupos etários, 99% dos idosos com mais de 80 anos (679.085) já foram vacinados com a primeira dose e 96% (652.322) já concluíram o processo vacinal, percentagens que são muito próximas no grupo entre os 65 e os 79 anos (99% e 94%, respetivamente).



Relativamente ao grupo entre os 50 e 64 anos, 93% (2.022.572) já tomaram pelo menos a primeira dose e 82% (1.791.420) já têm a vacinação completa. Na faixa entre os 25 e os 49, 72% (2.406.642) já iniciaram a vacinação e 40% (1.342.356) já a têm concluída.

Quanto à cobertura vacinal por regiões, o Alentejo lidera na percentagem de pessoas com vacinação completa (58%), seguindo-se o Centro (56%), os Açores (53%) e o Algarve (52%). O Norte e Lisboa e Vale do Tejo, onde neste momento existem mais casos de infeção, só entram nas contas com 51%, só ficando abaixo de si a Madeira (50%).

No entanto, quando se fala no número de doses administradas, é Lisboa e Vale do Tejo que lidera, com 4.094.646 doses administradas, seguida da região Norte, com 4.015.452. No Centro já foram administradas 1.973.685 doses, no Alentejo 556.583, no Algarve 482.457, na Madeira 286.507 e nos Açores 267.940.

Desde que arrancou o plano de vacinação, a 27 de dezembro do ano passado, Portugal já recebeu 12.886.770 doses de vacinas, tendo sido distribuídas pelos centros de vacinação do território continental e pelas regiões autónomas 12.043.017 doses.

Esta terça-feira, durante a reunião na sede do Infarmed, em Lisboa, o coordenador do plano de vacinação, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, disse que solicitou à DGS a redução do intervalo entre primeiras e segundas doses, a fim de aumentar mais rapidamente a proteção da população portuguesa.

Atualmente, são administradas vacinas de dose única (Janssen) e de dose dupla (Pfizer/BioNTech, Moderna e AstraZeneca).

Gouveia e Melo informou ainda que foram recebidas menos vacinas do que as contratadas, mas que está a haver um “esforço” por parte do Infarmed e do Governo para “adquirir vacinas em parceiros europeus”, o que se pode traduzir no fornecimento de “cerca de um milhão de vacinas” da Janssen e da Pfizer já na próxima semana.

Filipa Mesquita, ZAP // Lusa