Cada vez mais freiras sofrem de burnout no Vaticano

Há cada vez mais freiras a sofrerem de burnout no Vaticano. Várias irmãs denunciaram excesso de trabalho, stress, exploração laboral e abusos por parte dos superiores.

Sem contrato de trabalho ou horários definidos, muitas freiras que dedicam a vida ao serviço dos bispos, dos cardeais e da comunidade estão sujeitas a uma hierarquia rígida, trabalham nos seus próprios conventos ou em escolas, hospitais, igrejas e residências privadas, mas são alvo de exploração, de acordo com o L’Osservatore Romano, o jornal oficial do Vaticano.

As denúncias anónimas partiram de irmãs que contaram ao jornal a exploração laboral e os abusos por parte dos seus superiores, quebrando o tabu em torno de um tema ocultado durante anos pela Igreja.

O tema foi abordado durante um encontro, em Roma, promovido pela União Internacional de Superiores Gerais, sobre os problemas associados à vida religiosa.

No final, recolhidos os testemunhos e os casos de burnout, ficou decidido criar uma comissão especial que nos próximos três anos vai estudar o desenvolvimento desta doença, de acordo com o jornal espanhol El Mundo. Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde, esta é uma doença que afeta cada vez mais estas mulheres

O encontro contou com a participação de uma psicóloga e investigadora da Universidade de Oxford, Maryanne Lounghry, que sugere a elaboração de um código de conduta ou um contrato de trabalho com os superiores, para garantir o bem-estar das freiras. O acordo deve estabelecer, por exemplo, duas semanas de férias e um salário – ou até um ano sabático após cinco anos de trabalho.

O Perfeito da Congregação para a Vida Consagrada garante que os casos de burnout estão a ser investigados.

De acordo com estatísticas recentes publicadas pelo jornal norte-americano The New York Times, um em cada cinco trabalhadores sofre de burnout.

ZAP //

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4 COMENTÁRIOS

  1. se as freiras não estão contentes de trabalhar para esses chulos (padres) que arranjem outro trabalho, mas também não querem pois têm uma vida santa, já agora nós precisamos de deus, mas não dessa palhaçada de padres e freiras, todos chulos da sociadade e da fragilidade das pessoas,.

  2. isso serve para todas as religiões, sejam de que deus forem. Quando a manada de chulos começa a aumentar quem sofre são os que trabalham. E a tendência é para aumentar.

  3. Lá vêm os comentários que expressam ódio.
    Se este problema existe no Vaticano, não é com insultos odiosos que ele se vai resolver. Esta doença, designada de “burnout” está a crescer muito nos países ditos desenvolvidos, nomeadamente em Portugal, país que eu e os anteriores comentaristas são concidadãos. Esta constatação não se resolverá com palavras de ordem do tipo ” todos chulos da sociedade e da fragilidade das pessoas”. Temos de tratar, quer os que sofrem de “burnout”, quer os causadores de “burnout”. Ambos precisam de ajuda para se curarem e se a receita fosse tão fácil como praguejar palavras de ódio, tudo se resolveria facilmente mas, o tratamento das doenças e dos verdadeiros problemas exigem muito mais esforço. Esforço? “Porra”, isso nem pensar fazer. Ok concidadãos dos países ditos desenvolvidos.

  4. Olha lá, se todos pensasem assim, não fazia mais nada do que andar a ajudar os (as) Burnouts e não ganhava o meu, se as freiras não gostam que venham ter comigo preciso de cozinheiras e empregadas textil, pronto acabou-se, mas não ficam lá porque é mais barato. alíás isso de freira e padre é uma profissão? passa bem a sociedade sem essa, mas não sem mecanicos, canalizadores etc.

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