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Os maiores peixes do oceano habitam longe dos humanos (mas há exceções)

Os peixes de grande porte são dificilmente encontrados em zonas onde existe maior atividade humana, a não ser que a procura seja feita em reservas marinhas proibidas, de acordo com um novo estudo conduzido por cientistas marinhos da Universidade da Austrália Ocidental.

O estudo, publicado na Conservation Biology, avaliou o tamanho do corpo de vários peixes em toda a Austrália, usando mais de 22.000 dispositivos de vídeo subaquático remoto (BRUV) ao longo de 10.000 quilómetros de costa.

Nestor Bosch, da Escola de Ciências Biológicas da UWA, referiu que os BRUVs deram aos investigadores a capacidade de analisar áreas onde normalmente não poderiam ter acesso, permitindo a análise de peixes que normalmente seriam assustados pela presença de um mergulhador.

“A nossa análise subaquática revelou que os peixes maiores são consistentemente mais abundantes em áreas mais distantes da atividade humana, na maioria dos recifes tropicais do norte do país e nas florestas de algas mais frias”, referiu Bosch.

O investigador frisa que “apesar disso, os peixes grandes podem ser encontrados em áreas de reserva marinha, alguns dos quais estão localizados mesmo à porta das maiores cidades do país”.

Segundo o Phys, as reservas marinhas e santuários são áreas do oceano que as pessoas são incentivadas a visitar, mas que proíbem atividades como pesca ou mineração.

Tim Langlois, do Instituto de Oceanos e Escola de Ciências Biológicas da UWA, explicou que os peixes maiores desempenham um papel importante nos ecossistemas marinhos porque produzem ovos que garantem a sobrevivência das populações de peixes.

“Estamos satisfeitos em ver que os investigadores na Austrália, e em todo o mundo, estão a usar o nosso Global Ocean Observing System Best Practice e o portal de dados GlobalArchive”, destacou.

“Essas ferramentas foram projetadas na UWA e combinam dados de vídeos de peixes e tubarões para nos fornecer uma imagem melhor do que está a acontecer debaixo das ondas”, revela.

  ZAP //

 

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