Maia, Matosinhos e Faro também querem taxas de aterragem no aeroporto

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Manuel de Sousa / Wikimedia

Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto

A decisão da ANA – Aeroportos de Portugal de pagar a chamada taxa turística de quatro milhões de euros à Câmara Municipal de Lisboa está a revoltar os autarcas da Maia, de Vila do Conde e de Matosinhos, cidades abrangidas pelo Aeroporto Francisco Sá Carneiro, que esperam tratamento igual.

Os presidentes das Câmaras da Maia, de Vila do Conde e de Matosinhos ameaçam mesmo criar uma taxa de aterragem e de descolagem no Aeroporto Francisco Sá Carneiro. A infraestrutura situa-se maioritariamente no concelho da Maia, abrangendo também Vila do Conde e Matosinhos.

“Maia, Matosinhos e Vila do Conde vão accionar, futuramente, uma taxa municipal por cada aterragem e levantamento através daquele aeroporto. Estamos a estudar o processo e a avaliar a sua legalidade, mas todos os municípios têm de ter o mesmo tratamento”, alerta o presidente da Câmara da Maia, António Bragança Fernandes, em declarações à TSF.

O autarca salienta que “não há concelhos de primeira nem de segunda” e diz que “se a Vinci, a empresa francesa que adquiriu a ANA, paga em Lisboa também deve pagar aos outros concelhos onde existem aeroportos”.

António Bragança Fernandes destaca os custos ambientais e urbanísticos de ter um aeroporto no seu concelho e fala da aplicação de uma “taxa ambiental”.

E também a sul, em Faro, a autarquia estará revoltada com a situação, conforme dá nota o chefe de gabinete do autarca algarvio, Henrique Ascenso Gomes, igualmente ouvido pela TSF.

Os deputados do PSD de Faro terão já anunciado que vão pedir explicações à ANA. Os sociais-democratas alegam, de acordo com a rádio, que os cerca de quatro milhões de euros pagos pela ANA à Câmara de Lisboa constituem o mesmo valor cobrado pela empresa às agências de aluguer de automóveis, apenas no mês de Março, no Aeroporto de Faro.

SV, ZAP

2 Comments

  1. Lisboa num país de certos crâneos
    Os incautos são turistas porque os outros trazem certificado de residência para entrar no seu próprio país…Socialismo de escala.

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