Macron tem um plano traçado para as Presidenciais de 2022. Le Pen é (outra vez) uma pedra no sapato

Philippe Wojazer / EPA

As sondagens das últimas semanas colam Marine Le Pen ao atual Presidente francês, Emmanuel Macron, que tem em mãos a difícil tarefa de unir o país e acalmar a contestação popular.

De acordo com o Público, Emmanuel Macron resiste em decretar um terceiro confinamento em França com a justificação do impacto económico da decisão e dos eventuais efeitos nefastos da mesma na saúde mental e no estado anímico da população.

O Presidente vai apostar no aumento dos controlos fronteiriços, nas restrições à mobilização, em diminuir os horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais e em mobilizar a polícia para garantir que o recolher obrigatório é cumprido.

Com a sua presidência em jogo, e uma pandemia nos braços, Macron vai tentar reduzir os níveis de tensão popular.

O diário escreve que o principal objetivo é não dar motivos aos descontentes para se reagruparem debaixo de uma só bandeira, seja a da União Nacional, de Marine Le Pen, ou a de qualquer outro movimento de protesto.

Várias sondagens, divulgadas nas últimas semanas, mostram uma aproximação acelerada de Marine Le Pen, da União Nacional. O Público lembra que a líder da extrema-direita francesa tem sido uma das principais críticas da imposição de um novo confinamento e procurado dar voz aos desempregados e aos mais afetados pelas restrições.

Uma sondagem publicada no dia 19 de janeiro, da Harris Interactive, dá a vitória a Le Pen na primeira volta das presidenciais de 2022, com uma percentagem de 26% a 27%, contra 23% ou 24% de Macron. Na segunda volta, é o Presidente a vencer, mas por uma curta diferença de apenas quatro pontos percentuais (52% contra 48%).

Na sondagem da Ipsos, publicada há uma semana, Macron alcança entre 24% e 27% dos votos e Le Pen entre 25% e 26,5%, na primeira volta. No combate eleitoral final, o chefe de Estado leva uma vantagem considerável de 12%.

Certo é que não resta muito tempo para o Presidente francês desenhar e preparar uma estratégia agregadora. O plano, que passa por não decretar um terceiro confinamento, é arriscado, não só por ir contra as recomendações da maioria dos especialistas epidemiológicos, como pela incapacidade que Macron tem demonstrado para unir o país.

ZAP ZAP //

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3 COMENTÁRIOS

  1. É fácil criticar quem vota Le Pen, mas as consequências da islamização estão a inquietar cada vez mais franceses.
    Macron já se apercebeu do problema mas tem se mostrado impotente para tomar medidas que façam a diferença.

  2. Se Marine Le Pen perfilhasse uma solução confederal para a Europa, que salvaguardasse muito da soberania de cada estado europeu mas promovendo a unidade e independência da Europa, talvez viesse a ser a próxima presidente de França.

  3. Não é a Marine Le Pen que é a pedra no sapato para Macron, a pedra no sapato são os milhões de islâmicos que habitam em França e que nem Macron nem outro da sua área política terão coragem para reconhecer a razão da inquietação e insegurança de milhões de franceses.

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