Legislativas 2019: Costa já prepara geringonça 2.0 e conta com o PAN e o Livre

Mário Cruz / Lusa

“Os portugueses gostaram da geringonça.” A conclusão é de António Costa que, na noite eleitoral, vincou que vai tentar repetir esta solução governativa na nova legislatura, contactando não só os parceiros Bloco de Esquerda e PCP, mas também o PAN e o Livre.

No seu discurso de vitória na noite eleitoral, o secretário-geral do PS considerou que o seu partido venceu e reforçou a posição política no Parlamento, aumentando em número de mandatos e de votos, tendo triunfado em 15 dos círculos do território nacional.

“O PS não é só um grande partido popular, é também um grande partido nacional”, declarou o líder socialista.

Num discurso onde repetiu, por diversas vezes, a ideia da “estabilidade”, António Costa considerou que “o PS vai empenhar-se em garantir soluções de estabilidade no horizonte da legislatura”. Deste modo, refere que o PS vai tentar “renovar a solução política” com PCP e Bloco, mas que também vai encetar contactos com o PAN e com o Livre.

O PAN conseguiu eleger 4 deputados e o Livre elegeu o primeiro deputado da sua história, pelo círculo eleitoral de Lisboa.

“Independentemente da vontade dos outros, a nossa determinação é garantir 4 anos de estabilidade”, considerou António Costa, frisando que “a estabilidade política é essencial à credibilidade internacional de Portugal“.

“O PSD e o CDS, mesmo com o reforço da Iniciativa Liberal e do Chega, tiveram uma derrota histórica“, vinca ainda Costa, frisando que o “resultado expressa o facto de não terem apresentado alternativa credível ao PS, mas também a rejeição que os portugueses fazem de uma campanha eleitoral assente em casos e ataques pessoais”.

Olhando ao futuro, António Costa garante que o PS vai “manter-se firme na trajectória das contas certas” e que nunca cederá “na defesa de uma Europa mais forte, mais coesa e mais solidária”.

ZAP // Lusa

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14 COMENTÁRIOS

  1. Gostaria de saber o que esta reeleição implica na prometida “pré-reforma ativa” prometida pelo Dr A Costa caso vencesse as eleições. Vamos continuar com as leis de fachada? foi mais uma publicidade enganosa?

    • Só pode mesmo perguntar rectóricamente, porque a legislatura ainda nem começou. Terá de esperar pra ver, reclamar se não acontecer e reconhecer se acontecer.

      • “Rectóricamente” é algo deveras especial. Já para não falar do “pra”. Nunca tinha visto. Mas lá está, na vida estamos sempre a aprender.

        • Pois é… Quando não se tem argumentos contra o conteúdo, ataca-se a forma. É típico dos menos inteligentes. Eu normalmente nem dou confiança ao tipo de imbecis que escrevem sem dar a cara nem o nome. Cobardes de internet não o merecem.

          De facto “rectóricamente” está um valente pontapé na ortografia, mas eu não me podería estar mais nas tintas para um erro ortográfico aqui ou ali, quando escrevo à pressa num mero espaço de comentários de notícias. Nem toda a gente tem os correctores de texto instalados. Quanto ao “pra”, você perdeu uma excelente oportunidade de estar calado. Basta ir ao dicionário e verá que existe. Portanto chicos-espertos como você, estão de facto sempre a aprender… E bem precisam.

  2. Apesar dos casos trazidos à praça pública na tentativa de enganar incautos, o Partido Socialista e o seu competente staf, venceram inapelavelmente as legislativas, tendo o povo português demonstrado estar atento e saber fazer escolhas que fortaleçam a nossa democracia, e nos permitam continuar a encarar o futuro com legítimo otimismo.
    E agora arautos da desgraça e perturbadores da paz pública? Vem aí o diabo? Será que vem em “Passos” silenciosos a lembrar um “Coelho”, ou virá com estrondo a bater “Portas” e de “Crista alçada?
    A vontade do povo é soberana, e na hora da verdade não há mentiras que resistam.
    Trumpistas e Bolsonaristas deste país, deixem a maioria de nós em paz, emigrem se assim o entenderem, ou então deixem a calúnia, a demagogia e a ferrinhice clubística de lado, e aprendam a viver respeitando as maiorias e as suas sábias decisões.
    Sem deixar de nos mantermos atentos a tudo que se passa à nossa volta, vamos serenamente celebrar e viver intensamente esta vitória, e no futuro continuar a premiar ou a castigar, na hora certa consoante o desempenho obtido, os protagonistas da nossa governação como tão bem agora soubemos fazer.

    • Governar, seja uma casa, uma empresa ou um país, quando há dinheiro para gastar é fácil. Difícil é governar quando não há dinheiro.
      Criar vícios e formas de gastar todo o dinheiro disponível e mesmo assim ainda conseguir algum emprestado, é fácil. Difícil é sustentar os vícios e reduzir os gastos quando não houver dinheiro
      Foi assim que o Passos Coelho encontrou o país. FALIDO!
      Para aqueles que falam sem saber o que dizem perdem uma oportunidade para estarem calados.
      Para aqueles que falam e sabem o que estão a dizer, estão a ser porcos e desonestos.
      As crises são cíclicas. Eu quero ver quando, não é se, é quando a próxima crise vier…
      Cá estaremos para relembrar quem tem memória curta…

      • É típico dos desconfiados acharem que quem quer que pense de maneira diferente deles, ou é ignorante, ou porco ou desonesto. Mas porco e desonesto é não reconhecer que este governo mostrou que era possível governar, reduzindo o défice e a dívida e ao mesmo tempo devolvendo rendimentos em vez de os cortar e mandar emigrar.

        • E típico de gente pouco inteligente não perceber o que este governo andou a fazer durante 4 anos. Também não me vou dar ao trabalho de lhe explicar. Estudasse…
          Em relação à emigração se estiver atento e analisar os números, aumentou durante o governo geringonça. Claro que como isso não passa na CS quem não estiver atento, não percebe. Abra os olhos… está a ser enganado.
          Claro que enquanto houver €€€ para “torrar” é uma maravilha. Vamos ver quando tiver que “apertar o cinto”.
          Portugal é o exemplo vivo da história da cigarra e da formiga…

        • “devolvendo rendimentos” . Curiosamente ainda estou á espera que me seja reposto o abono de familia que me foi retirado pelo governo PS aquando da “Governação” Sócrates.

    • Deves ter adormecido a vontade do povo é mandar todos os presentes no parlamento para a rua e meter lá gente nova… por alguma razão 45% do pais não votou. Confundir isso com vitórias é conversa de idiotas… ninguém ganhou nada, mais para mais perdemos todos com isto.

      • Não votaram porque provavelmente tinham outras coisas para fazer. Essa agora de interpretar a abstenção como pessoas descontentes com a democracia tem muito que se lhe diga. Olhe, eu conheço pessoas que não foram votar porque no dia anterior foram para os copos e acordaram todos lixados. Caso contrário tinham ido votar. E ainda conheço outros que foram pescar. E outros que foram a um encontro de clássicos em Espanha. Há mais vida para além do voto.

  3. Já tive oportunidade de ler alguns comentários deste Sr. Desconfiado, e na verdade sempre me pareceram maliciosos, sem nível e com pouca educação. Agora comprovei-o em definitivo.
    o Sr. é dos que tentam e tentam e voltam a tentar, até apanharem alguém distraído, espero que essa estratégia já não funcione, olhe, e a preceito, não se esqueça de cuidar da sua memória.

    • Será que o Desconfiado terá sido mais provocador e fanático que o senhor? Simplesmente veio avivar a memória a alguém que pelos vistos por razões ideológicas se recusa a reconhecer a realidade, já agora que não tragam o diabo de uma troika pela quarta vez, já não será mau de todo para o país.

  4. Nós (povo) deixamo-nos enganar com muita facilidade… Não discuto se a governação desta ou das anteriores conjunturas foram melhores ou piores, mas que seguramente o nosso país não melhorou à conta delas, isso é garantido. Aumentam-se impostos, reduz-se despesa em questões essenciais, como a saúde ou a segurança e somos “descobertos” pelo turismo, entre outros factores de sorte e automaticamente temos um “bom” governo. Esquecem-se é das consequências e da precaridade dessa fórmula. Estou absolutamente convicto de que se continuam a fazer as mesmas asneiras do passado e apenas nos valeu está fórmula mágica para safar a coisa… Não foi boa governação… foi sorte! Mas como em tudo, também esta acaba. Eu desejo sinceramente que continue, mas não tenho fé nenhuma nisso… A ver vamos, como dizia o cego…
    P.S.: eu não votei pela primeira vez em muitos anos. Nas últimas vezes, por não me identificar com qualquer proposta, votei em branco. Desta vez, achei que nem sequer o meu voto em branco mereceu qualquer crédito (apesar de ter superado alguns partidos, nem sequer teve lugar nas bancadas (lugar vazio), como eu desejava).
    Deixei de acreditar no sistema, por isso, rendi-me à conformação e deixei que outros com mais fé decidissem o caminho a seguir.
    Posto isto, gostava de deixar claro que, como tantos outros, no meu caso, não é por conveniência, mas por cansaço que não exerci o meu direito (e dever) de voto… com pena e até tristeza. Mais um sonho perdido. Desculpem o desabafo.

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