Legalização da prostituição discutida no Parlamento. Há “raparigas que ganham 500 euros por dia”

Uma petição que defende a legalização da prostituição foi, nesta quinta-feira, discutida no Parlamento. Os deputados ouviram as duas primeiras signatárias, uma das quais detém duas casas onde há mulheres a prestarem serviços sexuais e que diz que “ganham entre 400 a 500 euros por dia”.

Perante os deputados, Ana Sofia Marques, uma das promotoras da petição intitulada “Legalização da prostituição em Portugal e/ou despenalização de lenocínio, desde que não seja por coacção”, defendeu que regulamentar a actividade é uma forma de reduzir substancialmente os casos de menores que se prostituem.

A petição está em fase de audição e Ana Sofia Marques que assumiu, no Parlamento, ser responsável por duas casas onde se prestam serviços sexuais, diz que está em causa “um problema de Saúde Pública“.



Numa sessão em que os partidos colocaram algumas questões, mas não tomaram posição formal, Ana Sofia Marques referiu que “ultimamente, encontram-se imensos anúncios de menores a prostituírem-se por 20 euros“. “Fazem tudo”, afirmou durante a audição na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

As promotoras da petição propõem o pagamento de impostos e de descontos para a Segurança Social em troca do reconhecimento da actividade perante a lei. Também pretendem que seja vedada a menores de 21 anos e a “estrangeiras em situação irregular no país”. Além disso, defendem a punição para quem fomente a prostituição de menores.

Por outro lado, pretendem a realização de exames médicos de seis em seis meses e um “certificado de aptidão para o serviço”.

“Haveria uma redução substancial em relação à prostituição”, alegou Ana Sofia Marques que disse que, nas suas duas casas, lhe “batem à porta” muitas jovens a pedir trabalho. “E eu dou, são elas que escolhem os clientes e o horário“, revelou.

Prostituição sempre houve e continuará a haver“, garantiu ainda, rejeitando que a actividade só seja motivada pela pobreza e por situações de exploração.

Ana Sofia Marques abordou ainda o assunto de uma perspectiva financeira, notando aos deputados que, provavelmente, ganham menos do que algumas das pessoas que exercem a actividade por vontade própria, como disse ser o caso das que consigo trabalham.

“Não é um dinheiro fácil, mas é um dinheiro rápido”, disse. “As raparigas que trabalham comigo ganham entre 400 a 500 euros por dia“, afirmou.

Ana Sofia Marques também alegou que a grande maioria das forças policiais é favorável à legalização da prostituição.

A peticionária também sustentou que regulamentar a actividade acabaria com a prostituição de rua e que seria benéfico para o Estado.

  ZAP // Lusa

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21 COMENTÁRIOS

      • Podes lhe chamar o que quiseres e entender como quiseres mas não é uma profissão, não é terapia nenhuma e afecta as pessoas psicologicamente a começar pelas pessoas chamadas de prostitutas, isto é uma vergonha, é imoral e é um comportamento errado. Não tenho nada contra as pessoas mas sim contra o que elas fazem.

        • O que elas fazem é com elas e tu seres contra ou a favor é irrelevante!
          Além disso, já devias ter percebido que legal ou ilegal vai sempre existir e, assim sendo, mais vale legalizar e regular!

          • Perdeste uma boa oportunidade de ficar calado. Irrelevante é o teu comentário sem conteúdo. E não vai sempre existir, um dia vai acabar.

            • Cada pessoa tem direito à sua opinião. Não sabes respeitar as opiniões das pessoas. Vê-se logo que és uma pessoa fraca. O que vai contra o que acreditas é para ser.”calado”, não vá mudar o teu fanatismo.

            • Mau… tu, além de queres mandar nas opções das prostitutas, também queres mandar nas minhas opiniões?!
              Tu és irrelevante em qualquer dos casos, mas podes escrever disparates à vontade, porque existe uma coisa chamada liberdade de expressão!!

            • The right user Não sei respeitar? Estás doente ou não não sabes ler? Onde foi que não respeitei a opinião? Primeiro o que eu escrevi inicialmente está comprovado cientificamente. Segundo você não parece saber distinguir o que é uma opinião e o que são factos. Cada um pode e deve ter a sua opinião, porém isso nunca mudará os factos, entendeu? Fanatismo onde? só vi você falar em fanatismo o que me leva a crer que você é que é o fanático e esconde-se atrás dum texto.

            • Não critico nem apoio esta velha, antiga e actual forma de ganhar dinheiro. Sempre existiu e sempre existirá. “Un Dia vai acabar” diz o Sr. “ainda não chega”…por min as que existem a “laborar”, chegam perfeitamente, para o nosso espaço Nacional. Então o que propõe ????… ( para acabar )…. elimina-las a tiro ?.. ou enquadra-las ( no Sistema Social, Vigilância da Autoridade Sanitária, Obrigações Fiscais) ???……….. Agora tem todo o Direito de não aceitar o facto desta “profissão” existir. Mas mais vale reconhece-la e integra-la, que assistir a exposição Publica de Mulheres a beira das estradas, e de Saúde debilitada !…é a minha simples opinião, que deve respeitar como eu respeito a sua !

            • Mais um des”atento”. Volto a afirmar um dia vai acabar sim, não é uma profissão. Se aceitar como profissão então terá de aceitar roubar, traficar, etc, como profissão, o que como é óbvio não são profissões e sim comportamentos errados. Eu RESPEITO todas as opiniões. Estou a ser atacado pela minhas afirmações, que são factos comprovados cientificamente. Eu não disse que sugeria alguma coisa, mas já que me perguntou fazemos o seguinte, você diga-me o que se deve fazer quanto às “profissões” que referi atrás ? Já agora respondendo ao “EU!” Liberdade de expressão é igual para todos, se não gostou do que eu escrevi respeite e não me diga que é irrelevante, caso contrário lê o tipo de resposta que lhe dirigi.

            • Ainda não chega?
              Tens um discurso incoerente. A forma como tentaste responder ao meu comentário é digno de uma reposta de criança. O “quem diz é quem é” sobre o fanatismo é de rir.
              Depois dizes que aceitas opiniões. Quando disseste que a pessoa perdeu uma boa oportunidade para estar calado. Em vez de pedires desculpa. Continuas a responder como se fosses um erudito. Factos científicos? Quais factos científicos e que te baseias para falar sobre a profissão mais velha do mundo. Manda é a referência do estudo.

            • O sr. Ainda não chega? É que chama de irrelevante o comentário do Sr. EU! e depois diz que tem direito a liberdade de expressão. De não chamarem irrelevante ao seu comentário.
              Fala de factos mas não diz onde foi buscar a informação.
              Que tal reler tudo… Acalmar-se
              E ter um comentário coerente.

            • The right user Você faça um favor a si mesmo, lei tudo por ordem cronológica e depois veja quem falou de “irrelevante” primeiro se fui eu ou o sr. “EU!”. Discurso incoerente não, a sua interpretação sim. Aceito todas as opiniões, não me rotule com a sua interpretação do que escrevi. O sr. Eu é que me tentou calar e disse que é irrelevante, por isso não me acuse e não me diga que tenho de pedir desculpas. Referências do estudo, pesquise, eu fiz apenas um comentário baseado no que sei por facto. Não tenho tempo para agora procurar os estudos científicos, mas se duvida procure você e escusa de escrever a dizer que não existem só porque eu não apresentei, não tenho é tempo para isso neste momento. Existe de facto o dito popular que a prostituição é a “profissão” mais antiga do mundo, mas afinal não passa disso um dito. Mas diga-me, roubar é profissão, traficar, e coisas do tipo são profissões?

            • Sr. Ainda não chega? Eu já sabia que seria essa a sua resposta. Não apresenta os estudos em que se baseia a sua asserção. Deve ser um estudo das mesmas pessoas que dizem que a Terra é plana. Ou que o macaco é que evoluiu do homem.
              Qual será a sua próxima resposta. Que tesourinho é o senhor.

  1. Pobres filhos desses funcionários quando tiverem de preencher a ficha da escola:
    – Profissão do pai – prostituto;
    – Profissão da mãe – prostituta.
    Pobres pais desses funcionários quando lhes perguntarem:
    – O que faz o seu filho? É prostituto;
    – O que faz a sua filha? Trabalha na prostituição.

  2. Estas mulheres no mínimo causam-me dó! São exploradas por alguns homens, pelas proxenetas, pelos chulos e, se legalizarem a sua situação, pelo estado também!! Convenhamos que é exploração a mais! É preferível a todos os níveis “lavar escadas”!! Faz-me muita confusão que alguém consiga usá-las esquecendo-se que são mulheres iguais às que têm em casa e que dizem respeitar.

  3. Comparar a actividade da prostituição ao roubo ou ao assassínio é injusto.
    Ninguém é obrigado a recorrer ao serviço de uma prostituta. Só lá vai quem quer e pode.
    Num caso de uma massagista, também não há um contacto com o corpo do cliente?
    E no caso de um urologista e de uma obstetra? Ah e tal mas é uma actividade médica…
    Acabem com a totalidade da prostituição e vão ver os números de violações e abusos sexuais a disparar em flecha!
    Legalize-se a actividade de prestação de serviços sexuais. Dê-se-lhe a designação que se quiser dar, mas aceite-se legalização da prostituição da mesma forma como se aceitou a despenalização do aborto (embora não concorde com gratuitidade do mesmo no SNS para quem não tenha sido diagnosticado com risco de gravidez, violação, mal-formação do feto, e/ou que tenha capacidade financeira no seu agregado familiar para pagar o respectivo acto médico sem sofrer de nenhuma das condicionantes referidas e previstas na lei).
    Mulheres á beira da estrada é que não. Haja dignidade e bom senso…

  4. Eu não concordo com legalização da prostituição, se a idade mínima for 21 anos.

    Se a idade mínima for 18 anos, eu já concordo com a legalização da prostituição.

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