Lançamento de bomba é uma “grave ameaça”. Pyongyang pode sofrer mais sanções

(dr) Craig Stephens / SCMP

Trump vs Kim

Depois de durante a madrugada a Coreia do Norte ter feito o maior teste nuclear de sempre, a comunidade internacional já reagiu e prevêem-se novas sanções para a Coreia do Norte.

O Governo dos Estados Unidos está a avaliar a criação de novas sanções contra a Coreia do Norte, na sequência do último teste nuclear realizado pelo regime norte-coreano, afirmou hoje o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin. “Podemos fazer muito para isolá-los economicamente, muito mais do que já fizemos”, frisou Steven Mnuchin, numa entrevista à cadeia televisiva americana Fox.

O secretário do Tesouro adiantou que planeia criar um esboço com novas sanções para a Coreia do Norte e pô-lo à disposição do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o analise.

“Falei com o Presidente e está claro” que o comportamento do regime liderado por Kim Jong-un “é completamente inaceitável“, disse. Também Londres já apontou as sanções como uma opção para abordar a crise com a Coreia do Norte.

Face ao anúncio do novo teste nuclear norte-coreano, o Presidente dos Estados Unidos vai reunir-se com a sua equipa de segurança nacional, anunciou a Casa Branca.

Donald Trump condenou, na sua conta de Twitter, o novo teste nuclear da Coreia do Norte, considerando que as ações da Coreia do Norte “continuam a ser muito hostis e perigosas” para os Estados Unidos e também “uma grande ameaça e fonte de embaraço para a China”.

“A Coreia do Sul está a compreender, como eu lhes disse, que a sua conversa de apaziguamento com a Coreia do Norte não funciona, eles só entendem uma coisa!”, afirmou Donald Trump no terceiro tweet publicado.

Comunidade internacional condena teste nuclear

A União Europeia considerou uma “grande provocação” e uma “grave ameaça à segurança regional e internacional” o novo teste nuclear feito pela Coreia do Norte.

Em comunicado, a chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, disse que o ensaio nuclear é uma violação “direta e inaceitável” das obrigações internacionais de Pyongyang, que não pode produzir nem testar armas nucleares, segundo as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A chefe da diplomacia da União Europeia reiterou que a Coreia do Norte deve pôr fim a todas as atividades relacionadas com armas de destruição maciça e adiantou que, esta segunda-feira, se reúne com Yukiya Amano, o líder da Agência Internacional de Energia Atómica, para debater o tema.

Também Merkel e Macron já reagiram ao lançamento da bomba. A chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, defenderam o “endurecimento” das sanções da União Europeia à Coreia do Norte na sequência do sexto ensaio nuclear realizado por Pyongyang, indicou o governo germânico.

No decorrer de uma conversa telefónica, os líderes alemão e francês concordaram que “a última provocação lançada pelo dirigente de Pyongyang atingiu uma nova dimensão“, refere o comunicado.

A China, por sua vez, lançou um plano para controlar os níveis de radiação ao longo da fronteira com a Coreia do Norte, após o sexto ensaio nuclear realizado por Pyongyang, anunciou o Ministério do Ambiente chinês.

As autoridades chinesas puseram em marcha, às 03:46 locais (20:46 de sábado em Lisboa), um “plano de urgência” para executar “medidas de controlo das radiações” nas zonas da sua fronteira do nordeste, indicou um comunicado do ministério chinês.

Os governos da Coreia do Sul e do Japão condenaram também o sexto ensaio nuclear realizado pela Coreia do Norte e anunciaram que vão solicitar uma nova reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O presidente sul coreano, Moon Jae-in, afirmou que Seul “nunca permitirá à Coreia do Norte continuar a avançar com as suas tecnologias nucleares e de misseis”.

Moon também defendeu a aplicação de sanções mais graves por parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) para aumentar “o isolamento do regime liderado por Kim Jong-un”.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou que o novo teste nuclear representa “uma grave e imediata ameaça à segurança” e que “mina seriamente a paz e a segurança na região”.

“Consideramos completamente intolerável que a Coreia do Norte tenha feito um teste nuclear depois de o Conselho de Segurança da ONU ter condenado os seus contínuos lançamentos de misseis balísticos durante este ano”, assinalou Abe em comunicado.

O ministro japonês dos Negócios Estrangeiros, Taro Kono, disse que Tóquio e Seul estão em contacto permanente com Washington depois do teste realizado hoje e que tencionam solicitar uma nova reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para analisar a situação.

ZAP // Lusa

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