Kim Jong-un tem nova cartada para impulsionar a economia da Coreia do Norte

(dv) KCNA / YONHAP

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un

Numa altura em que o país se encontra fragilizado economicamente, devido a sanções da comunidade internacional e à pandemia de covid-19, o líder norte-coreano quer trazer um novo folêgo ao país e está a apostar na construção de um grande empreendimento habitacional no centro da capital.

Em Pyongyang, a principal propriedade ribeirinha, que permaneceu intocada durante mais de uma década, irá agora dar lugar a um prédio que estará repleto de apartamentos.

Segundo o Wall Street Journal, o moderno empreendimento representa uma engrenagem na estratégia nacional de Kim Jong Un para se mostrar forte e invencível, numa altura em que o país atravessa vários problemas económicos.

Imagens de satélite mostram os apartamentos de luxo ao longo do rio Pothong e revelam que o local fica perto da sede do Partido dos Trabalhadores da Coreia, na Praça Kim Il Sung.

O jornal norte-americano realça que, tendo em conta as imagens, o conjunto de edifícios de apartamentos parece ter pelo menos 15 andares, sendo que alguns têm terraços. Estima-se que os prédios irão contar um total de 800 casas quando concluído.

A construção surge num momento em que a Coreia do Norte tem muito pouco aonde se agarrar. O facto do país estar de costas voltas com o resto do mundo faz com o que o líder seja obrigado a tomar medidas mais drásticas que têm o objetivo de mostrar à comunidade internacional que o regime é capaz de sobreviver com os seus próprios meios.

Em visita às obras, Kim Jong Un reforçou esta semana que os apartamentos serão “presentes para os trabalhadores”, reservados para profissionais como cientistas, educadores e escritores.

Em janeiro, numa rara reunião do Congresso do Partido dos Trabalhadores, Kim referiu que a economia estava a passar pelo seu pior momento e por isso queria que os próximos cinco anos incluíssem um desenvolvimento radical, prometendo criar um “país socialista próspero no qual todas as pessoas desfrutem da felicidade”.

O WSJ recorda que o comércio transfronteiriço com a China, o maior parceiro comercial da Coreia do Norte, caiu drasticamente no ano passado, quando o país fechou as suas fronteiras, o que pode ter ajudado a que a economia estatal se retraísse fortemente.

Agora, Kim Jong Un une todas as forças para tentar desenvolver o país, mas a Coreia do Norte continua a ser um dos países mais pobres do mundo.

Apesar dos media estatais de Pyongyang realçarem que têm casas suficientes para albergar a população de cerca de 25 milhões de pessoas, os dados estatísticos não corroboram tais afirmações.

De acordo com um relatório económico ao qual o WSJ teve acesso, a oferta de habitação no país é apenas de 60 a 80% da necessária, o que leva a que famílias extensas vivam juntas ou aluguem quartos a estranhos.

  Ana Isabel Moura, ZAP //

 

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