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Justin Amash, o independente que quer entrar na corrida à Casa Branca

O congressista do Michigan pondera entrar na corrida à Casa Branca, agendada para novembro deste ano, na esperança de conseguir reunir os eleitores descontentes com Donald Trump.

Originalmente membro do Partido Republicano, Justin Amash tornou-se independente no ano passado, numa altura em que foi o único congressista do partido a apoiar o processo de destituição do atual Presidente dos Estados Unidos.

Esta terça-feira, conta o jornal The Guardian, o congressista do terceiro distrito do Michigan anunciou no Twitter os seus planos para entrar na corrida à Casa Branca.

“Lancei um comité exploratório para procurar o apoio do Partido Libertário na nomeação para Presidente dos Estados Unidos. Os norte-americanos estão prontos para abordagens práticas baseadas na humildade e na confiança das pessoas”.

“Estamos prontos para uma Presidência que irá restaurar o respeito pela Constituição e que vai aproximar as pessoas. Estou empolgado e honrado por dar os primeiros passos para servir os norte-americanos enquanto Presidente”.

Segundo o jornal britânico, o advogado, de 40 anos, argumenta que a sua candidatura poderia reunir os eleitores insatisfeitos com Donald Trump, mas que também não têm interesse em votar num candidato democrata.

No entanto, as suas hipóteses de vencer esta corrida são escassas. Para além de já estar atrasado na campanha, a verdade é que, na história da democracia dos EUA, nenhum candidato do Partido Libertário conseguiu ser eleito.

De acordo com a estação NPR, para concorrer às eleições gerais, Amash terá de ganhar a nomeação do Partido Libertário durante a sua convenção, que está marcada para o próximo dia 21 de maio em Austin, no Texas.

Além disso, o seu anúncio acontece numa altura em que os Estados Unidos lutam contra a pandemia de covid-19, sendo já o país com maior número de mortos e de infetados. Tal como a maioria dos setores, a política norte-americana também se viu afetada por esta crise, com muitos comícios e votações adiados. Para já, os candidatos esforçam-se por fazer campanha como podem, recorrendo às novas tecnologias.

Apesar das boas intenções de Amash, há quem considere que a sua entrada nas Presidenciais só vai ajudar Trump a ser reeleito. É o caso de Joe Walsh, ex-congressista do Illinois que, em declarações ao jornal Washington Post, considerou que o resultado mais provável é que vá desviar votos do candidato democrata Joe Biden.

“Se Amash obtiver a nomeação do Partido Libertário e ficar até ao fim, poderá acabar por ser a pessoa que votou no impeachment de Trump num ano e que, depois, lhe deu a eleição 11 meses depois”, escreveu.

Sem qualquer surpresa, Donald Trump já expressou a sua opinião relativamente aos planos de Amash no Twitter. “Acho que seria um candidato maravilhoso, especialmente porque está muito atrasado no seu distrito e não tem qualquer hipótese de manter o seu lugar no Congresso”, escreveu o Presidente em tom irónico.

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  FM, ZAP //

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