Joana Vasconcelos sem tempo para intervir no 25 de Abril

Miguel Domingos/Unidade Infinita Projectos / Joana-Vasconcelos/Facebook

A artista plástica portuguesa Joana Vasconcelos

A artista plástica portuguesa Joana Vasconcelos

A artista plástica Joana Vasconcelos anunciou hoje que não irá fazer qualquer intervenção artística na Assembleia da República (AR), a propósito das comemorações dos 40 anos da Revolução de Abril, alegando questões de “prazos”.

Em comunicado, Joana Vasconcelos confirma que foi contactada pela AR e que manifestou “total disponibilidade para trabalhar o tema [o projecto artístico] “, desde que o convite fosse “consensual” e que fosse “formalmente apresentado com a antecedência necessária para a execução”.

“Neste momento, os prazos não permitem a execução do projecto idealizado pela artista, e, por este motivo, não será possível concretizar a intervenção”, sustenta o atelier da artista plástica.

Joana Vasconcelos reitera que o problema é uma questão de prazos, porque diz rever-se na importância da Revolução de Abril, para a história recente do país.

Este comunicado da artista surge dias depois de o jornal Público ter noticiado que a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, colocou a hipótese, na conferência de líderes parlamentares, de recurso ao mecenato para suportar os custos financeiros de iniciativas comemorativas do 25 Abril, entre as quais uma intervenção artística de Joana Vasconcelos, envolvendo chaimites decoradas com cravos vermelhos.

À agência Lusa, Assunção Esteves afirmou que a ideia dessa intervenção de Joana Vasconcelos estava ainda “em aberto”.

A responsável adiantou que pediu ao músico Rodrigo Leão uma composição original a ser interpretada no dia 26 de Abril, num concerto nas escadarias do Parlamento.

Está previsto também um concerto pelo grupo Capas Negras, no dia 24 de Abril.

O programa provisório que Assunção Esteves revelou à Lusa inclui um concerto do grupo Capas Negras, no dia 24 de Abril, uma conferência sobre “os novos paradigmas do futuro”, com filósofos e ensaístas, uma “grande exposição iconográfica” sobre o “nascimento da democracia”, e um ciclo de cinema sobre direitos humanos.

A companhia “A Barraca” também deverá apresentar uma produção teatral criada propositadamente para os 40 anos do 25 de Abril.

A ideia de uma exposição de arte urbana, que inclua “graffiti”, foi igualmente avançada e deverá constar do programa, acrescentou Assunção Esteves.

O programa das comemorações ainda não tem uma estimativa de custo porque não está fechado, disse a presidente da AR, sublinhando que tem pedido aos intervenientes e potenciais intervenientes, com quem tem falado, que entendam a sua participação como “parte de uma dádiva para o seu país”.

/Lusa

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