Jack, o Estripador: terá sido desvendado um dos maiores mistérios da História?

Hulton Archive

James Maybrick, o possível Jack, o Estripador

Continua a ser um dos maiores mistérios da história e o caso conta com uma longa lista de suspeitos. Mas será que a verdadeira identidade do Jack, o Estripador foi finalmente descoberta?

O caso remonta aos finais do século XIX: Jack, o Estripador, como ficou conhecido, assassinava prostitutas que trabalhavam nos bairros pobres de East End, em Londres. Depois de lhes cortar a garganta, procedia à remoção de órgãos internos de, pelo menos, três vítimas, das cinco que ficaram comprovadas ser do mesmo assassino.

Os crimes foram cometidos em 1888 e, durante estes 129 anos, cem pessoas foram suspeitas de estar por trás dos homicídios, que muita tinta fizeram correr mundialmente.

Especialmente quando George Lusk, o responsável pelo comité de Vigilância de Whitechapel recebeu, no dia seguinte a um dos homicídios, uma carta “From Hell” – “Do Inferno”, como se intitulava – junto com um pedaço de rim de uma das vítimas.

Jack The Ripper / Wikimedia

Carta “From Hell” de Jack, o Estripador

A história, que permanece um mistério há mais de um século, pode estar perto do fim, segundo o The Telegraph, depois de um grupo de investigadores ter provado a autenticidade de um diário vitoriano.

Há 25 anos, especialistas deste caso de homicídio, descobriram um livro de memórias, anteriormente desconhecido, que acreditavam ter sido escrito por um comerciante de algodão em Liverpool, James Maybrick.

No volume com mais de 9 mil palavras, Maybrick confessava os assassinatos brutais das cinco mulheres em East End, assim como o de uma prostituta em Manchester – que as autoridades britânicas nunca conseguiram ligar aos crimes de East End.

No final, o diário aparecia assinado:

Dou o meu nome para que todos possam saber e a história possa contar, o que o amor pode fazer a um homem nascido cavalheiro.

Sinceramente vosso,
Jack, o Estripador

Meses passados de muita investigação por peritos no caso de homicídio, os especialistas começaram a questionar a sua autenticidade. Primeiro porque o diário veio a público inicialmente pelas mãos de um ex-traficante de sucata, Mike Barrett, que disse ter obtido o diário através de um amigo de família, Tony Devereux.

Depois porque Devereux morreu pouco depois e a proveniência do diário nunca chegou a ser totalmente explicada, cimentando a teoria de que tinha sido simplesmente forjado. Mas os investigadores – coordenados pelo realizador do filme sobre o caso “Withnail & I”, Bruce Robinson – acreditam finalmente ter descoberto provas de que o diário é genuíno.

De acordo com um novo livro sobre o assunto, o diário foi, de facto, descoberto na antiga casa, em Liverpool, de Maybrick, o que volta a colocar este como o maior suspeito dos assassinatos.

The Graphic / Wikimedia

James Maybrick, pode ser Jack, o Estripador

Mike Barrett terá contactado um agente literário com as palavras “Tenho o diário de Jack, o Estripador. Estariam interessados em vê-lo?”. Segundo os investigadores, Barrett não era muito erudito, pelo que “uma falsificação tão sofisticada e credível não é plausível“. No entanto, quando o diário foi publicado isso levantou dúvidas quanto à credibilidade.

As opiniões dividiram-se: se, por um lado, houve quem defendesse que o livro continha detalhes que só o próprio assassino podia saber, outros sugeriam que o diário era apenas uma falsificação muito bem feita a partir de relatórios de imprensa da altura. As desconfianças chegaram a complicar em 1995 quando Barrett assinou uma declaração onde dizia ter forjado tudo, mas mais tarde retirou o que disse.

Apesar disso tudo, a editora nunca deixou de acreditar que o documento era verdadeiro. Com isso, acreditam que James Maybrick é a identidade mais provável para Jack, o Estripador.

A identidade de Jack, o Estripador, continua a ser um dos maiores mistérios na história criminal de Londres. Os casos de assassínio foram seguidos com muito interesse pelos media e várias teorias foram surgindo relativamente à sua possível identidade, que acabaram por criar uma lista com mais de cem suspeitos.

CF, ZAP //

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