/

Já encontrámos vida extraterrestre – mas não o percebemos

3

pelosbriseno / Flickr

Radiotelescópios do Observatório Very Large Array (VLA) no Novo México, EUA.

Se a busca do Homem por vida fora do planeta Terra está mais intensa do que nunca, porque motivo ainda não conseguimos encontrá-la. Um novo estudo diz que já o fizemos – apenas não conseguimos perceber que o tínhamos feito.

A ciência tem-se dedicado nos últimos anos a analisar milhares de exoplanetas, com o objectivo de determinar se há algum indício de vida nestes corpos celestes semelhantes à Terra, a orbitar outras estrelas com características parecidas com o Sol.

Ao mesmo tempo, outros estudos procuram algum tipo de vida microbiana sob as crostas congeladas de Encélado e Europa, as luas de Saturno e Júpiter, cuja existência ainda não foi descartada.

E diversas equipas de astrónomos perscrutam os céus com aparelhos cada vez mais potentes à procura de sinais vindos do espaço que indiquem qualquer forma de vida extraterrestre.

Mas então, com tantos avanços na astronomia e na tecnologia espacial, porque motivo ainda não encontrámos extraterrestres?

Diversas teorias tentam explicar a ausência de sinais de vida extraterrestre – desde o famoso Paradoxo de Fermi até às explosões de raios gama, passando pela ideia de que os extraterrestres já morreram ou estão submersos nos seus planetas aquáticos.

Mas, segundo um novo estudo de investigadores da Universidade de Cadiz, em Espanha, publicado em fevereiro deste ano na revista Acta Astronautica, talvez na realidade já nos tenhamos deparado com indícios da existência de seres extraterrestres, e simplesmente não conseguimos interpretar correctamente esses indícios.

Segundo os autores do estudo, os cientistas humanos tendem a procurar civilizações alienígenas que tenham alguma característica em comum com as nossas. E essa noção pré-concebida de que a vida como a conhecemos também existe em outras partes do espaço pode estar a “cegar” os cientistas quanto a outras possibilidades.

O estudo discute a possibilidade de haver vida alienígena de formas completamente diferentes de que nasceu na Terra, tendo, portanto, características completamente diferentes das nossas.

“O que estamos a fazer é contemplar outras possibilidades”, explicou Gabriel de la Torre, autor principal do estudo, “seres de dimensões que as nossas mentes nem podem imaginar, ou inteligências baseadas em matéria escura ou energia escura, que compõem quase 95% do universo e que estamos somente começando a entender.”

Há até a possibilidade de haver outros universos, conforme indicam textos de Stephen Hawking e outros cientistas”, acrescenta de la Torre.

Para provar que os humanos estão equivocados constantemente devido às suas próprias expectativas, os autores do estudo decidiram fazer uma experiência: pediram a 137 pessoas que determinassem se as estruturas e características de diversas fotografias aéreas eram criadas pelo homem, ou se seriam formações naturais.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Uma das fotos escondia uma minúscula imagem de um gorila, que passou completamente despercebido à maior parte dos participantes do estudo – simplesmente porque não estavam à procura especificamente de um gorila ao analisar os cenários.

Esse tipo de situação é chamado de “cegueira por desatenção“, e a equipe sugere que o mesmo possa acontecer com os astrónomos que se dedicam a descobrir indícios de vida fora do nosso planeta.

Ou seja, se não sabemos exactamente o que procurar, provavelmente não encontraremos muita coisa – exactamente o que pode estar a acontecr na busca por vida extraterrestre. E o leitor, consegue dizer quantos passes a equipa de branco faz no vídeo abaixo?

  // CanalTech

3 Comments

  1. Observando dessa forma… bingo os próprios planetas poderiam ser uma forma de vida… No caso da terra nós humanos, seriamos as células, e as cancerianas estão crescendo e destruindo a vida deste corpo, ora pra nós corpo celeste.

    • A origem de Dan Brown fala mais ou menos isso… Que somos acomuladores e dissipadores de energia que a terra criou pra se defender dos raios solares… Humanos, animais , plantas etc etc…
      O certo é que um simples pedaco de terra fertil qndo é exposto a um raio de sol nasce uma planta, erva etc etc…

  2. Precisamente. A Consciência é não só um fenómeno emergente no universo, em permanente manifestação, como além disso se manifesta com uma estrutura análoga a um fractal.

    Uma célula ainda que sendo sentiente, tem uma consciência muito básica, mas quando em cooperação com outra células, gera o suporte para formas de consciência mais avançada (a de organismos multicelulares, como nós). O nosso erro é pensar que a consciência pára por aí. Errado: Um bando de pássaros comporta-se como um ser com consciência própria, resultante mas independente da sinergia das suas partes, as consciências de cada pássaro. A humanidade enquanto colectivo, devería estar também neste estado de consciência colectiva a funcionar em uníssono… Mas o ser humano encontra-se numa luta constante entre este estado de comunhão com o próximo, e algo que rompe com esse estado: O “ego”.

    Transcendendo o ego, conseguimos atingir aquele estado em que compreendemos que a fronteira entre o Eu, o Tu e o Ele são em larga medida ilusórias. Não no sentido que que não hajam “entidades”. Somos simultaneamente unidades de consciência individuais e também partes de um todo maior – A humanidade. Tal como as nossas células são conscientes individualmente mas também são partes do todo que é o ser humano, ele também com a sua consciência própria, maior e resultante da cooperação desinteressada de todas as células.

    O ser humano tem de compreender que, se o “todo” melhorar, as partes melhoram todas… E melhoram muito mais do que conseguem melhorar agindo individual e egoisticamente. Ao ter adquirido consciência reflexiva, o ser humano adquiriu livre vontade e reflexão sobre a sua existência. Esta livre vontade, como todas as liberdades implica responsabilidade… E este tem sido o grande desafio do ser humano. Irá o ser Humano saber optar livremente de forma correcta? Irá saber meter a cooperação à frente do egoismo? Irá saber ver que o todo é mais importante do que as partes e que a cooperação é mais importante do que a competição?… (como de resto o sabem instintivamente as células).

    A consciência é pois um contínuo sem interrupções, desde a mais pequena célula, até todo o universo, como numa sequência fractal, em que várias partes formam um todo igual a cada uma das partes, num crescendo de complexidade. A dada altura desta evolução fractal é dada à consciência a liberdade de optar manter este encadeamanto, ou interrompê-lo… Cometendo o “suicídio” de todo o fractal. É o que andamos a fazer, infelizmente, e daí o sermos vistos como células cancerígenas da criação, que metem o seu interesse pessoal à frente do do todo, como um psicopata incapaz de ver o próximo, como um outro “eu”. O próprio significado da palavra “Religião”, vem do latim “religare” e simboliza a importância do homem voltar a fazer parte deste encadeamanto… De não o interromper. Esse é o verdadeiro significado etimológico de “Religão”, no seu sentido original de espiritualidade… Não de instituição de pessoas com fins bem materiais de poder e de influência… Que foi aquilo em que as formas institucionalizadas de religião, as igrejas, se tornaram.

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE