Já é possível comprar frango frito e pagar com um sorriso

Nunca passou por uma daquelas situações em que foi jantar fora e na altura de pagar a conta percebe que se esqueceu do cartão de crédito? Pois é, em breve, esse problema será resolvido de forma mais fácil do que pedir dinheiro emprestado aos amigos – ou ficar a lavar os pratos.

Na China, já é possível pagar os famosos baldes de asinhas de frango frito do KFC através de reconhecimento facial. Sim, sem qualquer cartão de crédito ou dinheiro físico envolvido, o consumidor aproxima-se de um ecrã, escolhe o produto, e é tudo. O sistema reconhece o seu rosto e o seu saboroso jantar está à sua espera.

Chamado Smile to Pay, ou Sorria para Pagar, o novo método de pagamento é uma iniciativa da gigante chinesa de comércio electrónico Alibaba, em parceria com a Alipay, empresa especializada em pagamentos online.

O sistema tem detalhes inovadores, que resolvem algumas das dificuldades registadas por abordagens semelhantes. O rosto do consumidor é digitalizado por uma câmara 3D, após o que é aplicado um algoritmo de detecção de vivacidade para evita fraudes – por exemplo, que se use uma foto de outra pessoa para pagar a conta.

No vídeo de apresentação, o sistema consegue identificar a consumidora mesmo com uma peruca e também no meio de outras pessoas.

A tecnologia foi aplicada pela primeira vez em 2015, durante uma apresentação feita pelo CEO da Alibaba, Jack Ma, na qual o milionário fez uma compra usando o Smile to Pay.

Por enquanto, o sistema está em testes apenas nos restaurantes KFC na China, mas é de esperar que brevemente a novidade esteja disponível no resto do mundo.

Ainda não é possível dizer se o reconhecimento facial é mais seguro, por exemplo, do que os sistemas que usam reconhecimento de impressões digitais, e será necessário provavelmente realizar mais testes até que a tecnologia seja aceite como padrão.

Mas os rumores de que o novo iPhone irá usar reconhecimento facial como forma de desbloquear o aparelho podem ser um indício de que este é provavelmente o caminho que as empresas tecnológicas e ligadas às plataformas de pagamento vão seguir.

De qualquer forma, seja por reconhecimento facial ou por impressão digital, o mais certo é que num futuro próximo ninguém precise da carteira para comprar alguma coisa.

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