Israel reabre restaurantes e universidades após vacinar mais de metade da população

Amir Cohen / EPA

Benjamin Netanyahu foi o primeiro israelita a ser vacinado

Israel, um dos países mais vacinados do mundo contra a covid-19, iniciou a terceira fase do desconfinamento, depois de o governo ter aprovado novas medidas que passaram a ser adotadas no domingo.

Segundo avançou o Expresso, os universitários vacinados poderão regressar e os alunos do ensino regular voltarão a ter aulas presenciais – dois ou três dias por semana – nas zonas onde os casos de infeção estão controlados.

Os cidadãos impedidos de entrar no país poderão regressar, inicialmente num máximo de mil por dia, sendo que os que têm certificado de vacinação não terão de fazer quarentena em casa. Serão ainda reabertos os espaços de eventos culturais, cafés e restaurantes, podendo sentar-se nestes últimos cidadãos com certificado de vacinação.

Com nove milhões de habitantes e quase cinco milhões de pessoas inoculadas com a primeira dose da vacina da Pzifer, o país gerou polémica por ter impedido a entrada de vacinas na Faixa de Gaza e na Cijordânia. Os dois territórios não têm continuidade geográfica, portanto o transporte das vacinas teve necessariamente de atravessar Israel.

Após críticas e pressões internacionais, Israel prometeu entregar 5 mil doses da vacina contra a covid-19 à Autoridade Nacional da Palestina no fim de janeiro. Devido a questões de autorização de orçamento, o governo anunciou entretanto que esse início será adiado, sem apontar uma nova data.

Romenos protestam contra a vacinação obrigatória

Milhares de pessoas protestaram no domingo em frente ao parlamento de Bucareste, Roménia, contra um projeto de lei de vacinação obrigatória de crianças contra rubéola, tétano ou hepatite, ação que contestou ainda a imposição da inoculação contra a covid-19, noticiou a agência Lusa.

Sanofi Pasteur / Flickr

Em causa está a chamada “lei de vacinação obrigatória”, aprovada em 2017 e que, desde então, aguarda votação no parlamento romeno. O atraso tem sido atribuído a pressões de grupos antivacinas, geralmente ligados a setores conservadores, nacionalistas e religiosos.

Na manifestação, segundo a agência EFE, “entre os manifestantes encontravam-se padres ortodoxos e pessoas carregando cruzes e outros símbolos religiosos”.

Alguns dos intervenientes no protesto “atribuíram os esforços para vacinar a população contra a covid-19 a uma conspiração comunista para destruir o cristianismo e impor uma agenda globalista de controlo social”.

O protesto teve o apoio da Aliança pela Unidade Romena (AUR), um partido populista nacionalista de direita que ingressou no Parlamento nas eleições legislativas em dezembro, quando obteve 9% dos votos com um discurso crítico contra as restrições impostas por o Governo devido à pandemia.

“Nesta Páscoa vemo-nos na igreja. Não poderão fechar as portas das igrejas novamente”, disse um dos organizadores da ação, na qual foram entoados cânticos nacionalistas e muitos participantes empunhavam cartazes contra o uso obrigatório de máscaras.

O evento é organizado por Organizações Não Governamentais (ONG) conservadoras, algumas das quais apoiaram o referendo para mudar a constituição para que o casamento entre pessoas do mesmo sexo fosse proibido em 2017, iniciativa que acabou fracassando por não obter a participação mínima exigida por lei.

  ZAP / Lusa //

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