Irão impõe sanções simbólicas a Donald Trump. Presidente iraniano saúda “fim” da era do “tirano”

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O presidente do Irão, Hassan Rohani (Rouhani)

O Irão impôs esta terça-feira sanções ao Presidente cessante dos EUA, Donald Trump, e a diversos membros da sua administração sobre o seu alegado apoio ao “terrorismo”, de acordo com a página digital do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano.

O porta-voz do ministério, Saeed Khatibzadeh, indicou que para além de Trump, as sanções são dirigidas ao secretário de Estado, Mike Pompeo, ao secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, à chefe da CIA, Gina Haspel, e a seis outros responsáveis oficiais.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano não especificou, no entanto, que género de sanções foram impostas.

O Irão tem imposto espaçadamente sanções simbólicas a responsáveis oficiais dos EUA. O anúncio desta terça-feira coincide com o último dia de Trump na Sala Oval da Casa Branca.

Khatibzadeh disse que as sanções têm por base a lei iraniana, e são o resultado do envolvimento da administração Trump no assassínio do general iraniano Qassem Soleimani em janeiro de 2020, e no seu apoio a Israel no seu conflito com os palestinianos.

O porta-voz da diplomacia iraniana também se referiu ao suposto envolvimento dos Estados Unidos na morte do cientista nuclear iraniano Mohsen Fakhrizadeh em dezembro, e no seu alegado desempenho na “guerra criminal” no Iémen.

Em dezembro, o Irão impôs sanções ao embaixador dos EUA no Iémen pelo seu alegado apoio aos ataques aéreos da coligação liderada pela Arábia Saudita contra as forças Huthis do Iémen, apoiados por Teerão.

Presidente iraniano saúda “fim” da era do “tirano” Trump

Além disso, o Presidente iraniano, Hassan Rohani, saudou esta quarta-feira o “fim” da era do “tirano” Donald Trump.

“A era de outro tirano está a chegar ao fim e hoje é o último dia do seu terrível reinado”, disse Rohani.

“Ao longo dos seus quatro anos só trouxe injustiça e corrupção e só trouxe problemas ao seu próprio povo e ao resto do mundo”, disse o Presidente iraniano, num discurso televisivo.

Teerão e Washington romperam as relações diplomáticas em 1980.

Em 2018, Trump retirou unilateralmente os Estados Unidos do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano alcançado em Viena em 2015, reinstalando as sanções norte-americanas que o pacto tinha levantado em troca de uma limitação drástica do controverso programa atómico da República Islâmica.

O regresso das sanções mergulhou o Irão numa violenta recessão e, em resposta à saída dos Estados Unidos do acordo de Viena, Teerão libertou-se, desde 2019, da maioria dos seus principais compromissos assumidos em Viena.

Numa audiência de confirmação do Senado, Antony Blinken, que foi escolhido por Biden para ser o responsável pelos negócios estrangeiros, disse, na terça-feira, que as políticas de Trump tinham tornado o Irão “mais perigoso”.

Blinken confirmou a vontade do Presidente eleito, Joe Biden, de trazer rapidamente os Estados Unidos de volta ao âmbito do Acordo de Viena, mas condicionou este regresso do Irão ao estrito cumprimento dos seus compromissos.

O democrata Joe Biden toma posse hoje como Presidente dos EUA, numa Washington deserta, por causa da pandemia, e invadida por 25 mil soldados, por causa da segurança.

ZAP ZAP // Lusa

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