Afinal, infetados com covid-19 podem espalhar o vírus durante 20 dias

Yuri Kochetkov / EPA

Pelo menos 80 estudos diferentes sugerem que o risco de infeção de uma pessoa que  contraiu covid-19 é, em média, 17 dias, sendo que nos casos mais graves pode chegar aos 20 dias. Apesar disto, o período de isolamento em Portugal, para casos ligeiros, é apenas de 10 dias.

Inicialmente o período de isolamento era de 14 dias, mas Portugal reduziu-o para 10 dias quando se trata de casos com poucos sintomas. Contudo, uma revisão de dezenas de estudos aponta que o risco de infeção dura, em média, 17 dias.

Em situações de casos graves, a DGS aplica um isolamento de 20 dias, mas dezenas de estudos apontam para um período superior em que um infetado pode contaminar outra pessoa.

Numa análise publicada na revista científica Lancet, investigadores britânicos observaram 79 estudos, publicados nos últimos meses, com diferentes tempos de incubação do vírus da covid-19, o SARS-CoV-2, no nosso corpo.

As pesquisas apontam que o tempo médio em que o vírus permanece no corpo humano é superior àquele que a DGS define para que alguém possa ser considerado como “recuperado”. As novas regras entraram em vigor em outubro e referem que quem tenha testado positivo à covid-19 pode ter alta ou sair de casa ao fim de 10 dias, desde que não apresente sintomas há mais de três, sem que seja necessário um teste negativo.

Também casos suspeitos que não fizeram teste à covid-19, mas tiveram contacto com um infetado, continuam a ser obrigados a um isolamento de 14 dias.

Segundo a análise, o vírus da covid-19 fica instalado no corpo durante uma média de 17 dias no trato respiratório superior – nariz e canal nasofaringeo, onde é feito o teste de zaragatoa – e de 15 dias no trato respiratório inferior – pulmões, traqueia e brônquios. Amostras fecais e de sangue demonstraram que o vírus permanece no corpo humano durante 17 dias.

Como avança a Sábado, entre todos estes estudos, em que foram analisados mais de cinco mil casos de covid-19, o maior tempo de infeção de uma pessoa foi de 83 dias no trato respiratório superior, de 59 dias no trato respiratório inferior, de 126 em amostras fecais e de 60 dias no sangue.

Ainda assim, em doentes com covid-19, nenhum estudo detetou o vírus SARS-CoV-2 vivo após o dia 9 de doença, apesar da existência de altas cargas virais.

Os estudos analisados apontam ainda que o pico de infeção – altura em que um infetado tem maior carga viral e está em maior risco de infetar outros – acontece ao segundo dia após o início de sintomas, com os primeiros cinco dias a representarem grande parte do contágio.

No entanto, casos mais graves da doença ou com sistema imunológico muito fraco podem “disseminar” o coronavírus durante 20 dias, revela a investigação.

A análise que realça ainda que o vírus pode ser encontrado em amostras fecais por períodos mais prolongados, com altas cargas virais detetadas até 3 semanas após o início de sintomas da doença.

Contudo, em Portugal o período de isolamento mantém-se nos 10 dias.

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