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Hotel de Mário Ferreira no Douro vai ser chumbado. Empresário pede indemnização

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DouroAzul / Wikimedia

O empresário português Mário Ferreira, dono da Douro Azul e um dos acionistas da Media Capital.

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDRN) anunciou a intenção de chumbar o estudo prévio para o Douro Marina Hotel. O dono da Douro Azul defende que ou se faz a obra ou o Estado terá de o indemnizar.

Isto porque a obra é suportada num plano de pormenor, aprovado pela própria CCDRN em 2010, escreve o Público. Este será o terceiro chumbo ao projeto de construção de um hotel no Douro Vinhateiro. Mário Ferreira ainda vai poder contestar a intenção de decisão.

A comissão de Avaliação de Impacte Ambiental “emitiu já o seu parecer técnico final, em sentido desfavorável, sustentado nos impactos ambientais e patrimoniais da referida construção no território e na paisagem”, explicou a CCDRN.

Mário Ferreira insiste que está a tentar cumprir um instrumento de gestão territorial no qual ficou não apenas definida a volumetria do equipamento hoteleiro, e a tipologia dos materiais a usar e a evitar na construção, entre outros detalhes.

O empresário insiste que se a obra não se concretizar terá de ser indemnizado pelas perdas geradas por um processo que, na verdade, tem já mais de duas décadas.

Apesar das alterações propostas por Mário Ferreira, várias entidades pronunciam-se contra a intenção de investimento. O empresário abdicou do campo de golfe que planeava incluir no hotel e contratou o arquiteto paisagista Sidónio Pardal para diminuir o impacto visual da obra.

Em sentido oposto, a Câmara de Mesão Frio, que sempre apoiou esta intenção de investimento, insistiu nas vantagens da sua aprovação, para o concelho e para a região. Por sua vez, o presidente da Associação de Turismo do Porto e Norte defendeu uma solução de equilíbrio que garanta a sustentabilidade do projeto, mas não prejudique o Douro como património mundial.

  Daniel Costa, ZAP //

1 Comment

  1. Este senhor que faça um hotel com seis pisos, em Marte, porque lá não deve haver património mundial a delapidar nem contribuintes a prejudicar! O estado somos todos nós e eu, enquanto contribuinte, não estou nada interessada em pagar indemnizações a prevaricadores. Um hotel desta dimensão, numa zona sensível como esta, só passaria se houvesse corrupção! Esta prática instalou-se de tal forma, no nosso país, a todos os níveis, que está a atingir proporções perigosíssimas com danos, sobretudo, para quem dela discorda o que é absurdo!

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