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Hesitação anedótica dos deputados do PSD Madeira terá sido motivada por pressões de Rui Rio

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Mário Cruz / Lusa

O presidente do PSD, Rui Rio

O momento anedótico protagonizado pelos deputados do PSD Madeira, no Parlamento, aquando do chumbo às transferências de mais dinheiro para o Novo Banco, terá sido motivado por pressões de Rui Rio sobre o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque.

Os deputados madeirenses começaram por votar ao lado do PS na questão do Novo Banco, ou seja, em sentido contrário à restante bancada do PSD. Mas depois de um telefonema, acabaram por votar ao lado dos restantes sociais-democratas, chumbando as transferências de dinheiro para aquela instituição bancária.

O episódio chegou a ser destacado pelo humorista Ricardo Araújo Pereira no seu programa na SIC, dada a hesitação peculiar que até surpreendeu o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, que chegou a falar em “trapalhadas”.

Os deputados madeirenses estavam prontos a votar ao lado do PS, mas terão mudado de ideias após “fortes pressões” de Rui Rio sobre o presidente do Governo Regional da Madeira, conforme avança o Jornal Económico.

“Trata-se de uma informação totalmente falsa”, garante a porta-voz de Rui Rio ao jornal.

Mas a publicação cita “três outras fontes sociais-democratas” que garantem que Miguel Albuquerque “terá sido informado de que haveria consequências muito negativas se os deputados madeirenses votassem contra a bancada do PSD no tema do Novo Banco”.

Rui Rio terá alegadamente ameaçado Albuquerque de que o PSD Madeira poderia perder o lugar para um eurodeputado, garantindo-lhe ainda que os deputados madeirenses seriam alvo de processos disciplinares internos.

Contudo, o argumento de maior peso utilizado pelo líder do PSD terá estado relacionado com a zona franca da Madeira. O Económico assegura que Rio ameaçou Albuquerque de que o PSD poderia retirar a proposta para prolongar o regime do Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM) que vai ser discutido no Parlamento a 10 de Dezembro próximo.

O actual regime do CINM, ou a zona franca da Madeira, termina a 31 de Dezembro. A não renovação do mesmo implica que não poderão ser inscritas novas empresas, o que será um duro golpe financeiro para o Governo regional.

“O CINM gera 120 milhões de euros por ano em receitas fiscais para o Governo Regional, sendo ainda responsável pela criação de cinco mil postos de trabalho na Madeira”, salienta o Económico.

Desta forma, o prolongamento dos benefícios fiscais ao abrigo da zona franca são uma prioridade para Albuquerque.

Os deputados madeirenses terão, inicialmente, estado ao lado do PS, na questão do Novo Banco, precisamente porque os socialistas terão dado garantias de que iam viabilizar a proposta do PSD para o CINM, como atesta ainda o Económico.

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Nesta altura, decorre na Comissão Europeia uma investigação à zona franca da Madeira por suspeitas de infracções.

  ZAP //

5 Comments

  1. É Claro que o Rui Rio é muito pior que o Chega, e o Rui rio só não fez um chega qualquer por falta de coragem, não me admirava nada que se o Ventura desse o Lugar dele ao Rui Rio ele avançava ja para o Chega, acaba por ser uma fantochada e desonesto as comemorações feitas pelo PSD á morte de Sá Carneiro, Primeiro mataram o PPD de Sá Carneiro, agora mataram a politica Social Democracia de Sá Carneiro.

  2. A esquerdalha e o enraizado controlo da comunicação social a trabalhar… Hesitação anedótica é realmente uma expressão de isenção jornalística.

  3. Caro ZAP,
    Ontem, às 19:35h fiz um comentário neste espaço e não foi publicado. Agradeço saber qual foi o motivo da censura.

    • Cara leitora,
      O ZAP aceita comentários com críticas concretas e objetivas ao seu trabalho, não aceita comentários com meros insultos a quem o faz.

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