Guterres oficialmente aclamado secretário-geral da ONU

A Assembleia-Geral das Nações Unidas aclamou oficialmente António Guterres como novo secretário-geral da Nações Unidas.

Os 193 Estados-membros da Assembleia-Geral da ONU aclamaram esta quinta-feira o português António Guterres como novo secretário-geral.

A votação decorreu na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, com este órgão a acolher, como sempre acontece, a recomendação do Conselho de Segurança.

A sessão começou com um minuto de silêncio em homenagem ao rei da Tailândia, Bhumibol Adulyadej, que hoje morreu vítima de doença prolongada.

O presidente da Assembleia Geral, Peter Thomson, tomou a palavra na cerimónia, destacando a “evolução” no processo de eleição, que ficou mais “transparente”.

Seguiu-se uma declaração do presidente do Conselho de Segurança, o embaixador russo Vitaly Churkin, que elogiou todos os candidatos ao cargo e reiterou o “apoio incondicional” a Guterres.

O ex-primeiro-ministro português sucede a Ban Ki-moon que, no seu discurso, elogiou o “espírito de servir” de Guterres, “conhecido por todos” na organização.

Mas “é talvez mais conhecido onde contou mais, na linha da frente do conflito armado e do sofrimento humanitário”, sublinhou o sul-coreano, em referência aos dez anos deste à frente da Agência da Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

O português, que discursou para os membros da Assembleia-Geral em inglês, francês e espanhol, voltou a destacar as duas palavras que já tinha utilizado para descrever este momento: “humildade” e “gratidão”.

Mas agora juntou-lhe “um profundo sentido de responsabilidade”, garantindo que não terá “todas as respostas” e que não pretende impor “visões”.

O novo secretário-geral assegurou que não terá “nenhuma agenda a não ser a da Carta das Nações Unidas” e que privilegiará uma “abordagem humilde” à atual complexidade do mundo.

“O sonho das Nações Unidas ainda não foi cumprido. Muito já foi feito mas ainda há um longo caminho. O horizonte é tangível e nós podemos atingir o bem estar de toda a humanidade”, rematou.

António Guterres vai assumir a liderança das Nações Unidas por um mandato de cinco anos, de 1 de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2021.

ZAP / Lusa

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3 COMENTÁRIOS

  1. PARABÉNS ANTÓNIO GUTERRES!!!
    É muito importante ver como o Eng.António Guterres ao longo da sua extensa vida politica conseguiu grangear o respeito e simpatia de todos os grandes líderes mundiais ao conseguir o quase inédito feito de merecer a unanimidade do Conselho de Segurança e de todos os paises membros da Assembleia Geral das Nações Unidas.
    Depois de ter tido a presidência da Assembleia Geral Portugal consegue agora o seu reconhecimento mundial ao eleger o Secretário Geral.
    Trabalho hérculo e difícil repleto de conflitos por resolver farão de António Guterres um farol de esperança no sentido de alcançar a PAZ no mundo.
    Os meus votos de grandes felicidades no desempenho do seu mandato

    • Amigo, acho que se enganou no nome da pessoa que vem na notícia.
      Este não se chama Durão Barroso.
      Este é integro, com uma vida ligada a preocupações sociais, um homem honesto, sério. A presidência da ONU é o merecido “prémio” do percurso dele na defesa dos mais desprotegidos. Lá fora toda a gente lhe reconhece mérito, seriedade e competência. Cá dentro, triste povo que não vê um palmo a frente do nariz. Se tivesse uma camisola laranja talvez o aclamassem mas assim… Mas enfim, pessoas atraídas pela cor laranja ( nem todas obviamente ) até se percebe, pois é a cor da cenouras.

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