Greve dos trabalhadores da saúde ronda os 100%, diz o sindicato

José Sena Goulão / Lusa

A coordenadora da Federação dos Sindicatos da Função Pública, Ana Avoila

A coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila, afirmou que a adesão à greve dos trabalhadores da saúde ronda os 100%, estando apenas a ser cumpridos os serviços mínimos na maioria dos hospitais.

“O balanço do primeiro turno, que em muitos sítios começou às 20h00, é muito positivo. A maior parte dos hospitais está tudo com 100% de adesão, apenas com serviços mínimos a funcionar, tanto nas urgências, como blocos operatórios ou laboratórios”, disse Ana Avoila em declarações à agência Lusa.

Trabalhadores dos hospitais, centros de saúde, INEM e outros organismos e serviços integrados no SNS iniciaram às 23h00 de quinta-feira uma greve de 24 horas, que abrange todos os trabalhadores da saúde, exceto médicos e enfermeiros, para exigir melhores “condições de trabalho e de vida”, que foi convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas.

“Mesmo em Lisboa, com exceção de Santa Maria, que está com 85% de adesão, os restantes hospitais rondam os 100%, assim como no Porto, Coimbra ou no Garcia de Orta, em Almada”, acrescentou a sindicalista.

Entre as reivindicações estão “a admissão dos trabalhadores necessários ao SNS“, a integração nos mapas de Pessoal de todos os trabalhadores com contrato de trabalho precário, a reversão para o sector público administrativo dos Hospitais EPE (Entidade Pública Empresarial) e das Parcerias Público-Privadas (PPP) e a negociação da carreira de Técnico Auxiliar de Saúde.

A revisão das Carreiras da Saúde, “a justa valorização” da Carreira Especial de Técnico de Emergência Pré-Hospitalar, o fim dos cortes no pagamento das horas de qualidade e do trabalho suplementar, “contra a descentralização de competências na área da Saúde para as Autarquias Locais” e a “aplicação do DL 62/79 a todos os trabalhadores” e o “pagamento do abono para falhas aos trabalhadores que manuseiam valores” são outras reivindicações dos trabalhadores.

Ana Avoila afirmou que os trabalhadores têm a convicção que “o Governo ficou muito aquém daquilo que diz que fez”.

“Existem um conjunto de problemas que têm de ser resolvidos, como a criação da carreira de Técnico Auxiliar de Saúde. Todos têm categorias profissionais, como médicos e enfermeiros, e eles são assistentes operacionais e uma grande parte ganha o ordenando mínimo. É também necessária a contratação de pessoal porque, principalmente os hospitais, estão sem pessoas”, disse a dirigente sindical.

Ana Avoila acrescentou que o pagamento do trabalho suplementar “não é efetuado há vários meses”, salientando que os problemas têm de ser resolvidos e que o governo “só não o faz se não quiser”.

Os trabalhadores da saúde realizaram nos dias 2 e 3 de maio uma greve, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública, para reivindicar a aplicação do regime de 35 horas de trabalho semanais para todos os trabalhadores, progressões na carreira e o pagamento de horas extraordinárias vencidas e não liquidadas.

Um dia depois desta greve, o Governo chegou a um acordo com os sindicatos que representam os trabalhadores de saúde das carreiras gerais, que abrangeu cerca de 20 mil trabalhadores com contrato individual de trabalho na área da saúde.

Apesar deste acordo, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas decidiu manter o dia de greve, que inicialmente estava marcado para o dia 25 de maio e que foi adiado para 15 de junho, por considerar que existem outras reivindicações que ainda não foram satisfeitas.

// Lusa

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