“Sugiro que Graça Freitas compre uma máscara. E que deixe as pessoas em paz”

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Tiago Petinga / Lusa

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas

Máscaras continuarão nas escolas. Psicóloga fala em impacto negativo, José Manuel Fernandes explica o “medo” da directora-geral da saúde.

Os alunos vão voltar às aulas na próxima semana, em muitas escolas, para o início do terceiro e último período deste ano lectivo. Muitos pensavam que já iam regressar sem máscara no rosto mas, afinal, essa regra não vai cair, para já.

Graça Freitas avisou que ainda é preciso “jogar com segurança” e, por causa da Páscoa, é melhor “esperar mais uns dias” para definir que a máscara deixa de ser obrigatória em espaços fechados, incluindo em escolas.

Já nesta terça-feira surgiu a indicação de que as escolas já receberam orientações para comprar máscaras suficientes até ao final deste ano lectivo.

A psicóloga Laura Sanches comentou que muitos dos alunos acreditam (ou acreditavam) que vão deixar de usar máscara no dia 19 de Abril, terça-feira, quando voltarem à escola: “Vai ser uma desilusão enorme se isso não acontecer”.

Laura disse que está a ser transmitida a mensagem de que a saúde emocional e a saúde mental de crianças e adolescentes “não é minimamente importante” e isso tem um “impacto muito negativo”.

“Não faz sentido continuarmos a relegar a saúde mental de crianças e jovens para segundo plano”, avisou, na rádio Observador.

José Manuel Fernandes, jornalista e comentador na mesma rádio, segue o mesmo discurso: “Tinha a esperança de que esse tormento acabasse”.

E deixou sugestões à directora-geral da saúde: “Sugiro que Graça Freitas compre uma máscara para ela, que passe a andar de máscara o tempo todo que bem entender, se acha que se sente bem assim… Mas que deixe as pessoas em paz”.

O jornalista recordou na mesma rádio que Portugal é dos poucos países da Europa onde a máscara continua a ser obrigatória, mas ao mesmo tempo é um dos países da Europa com mais pessoas vacinadas.

“Isto não faz sentido. Pensar na barreira do número de mortos (20 por um milhão de habitantes) a 14 dias, os critérios, e não sei quando… Isto já é completamente burocrático, não tem nada a ver com a realidade”, criticou.

José Manuel Fernandes acha que Graça Freitas não receia a Páscoa. Receia desaparecer da agenda mediática: “Diz que estamos com medo da Páscoa, do convívio da Páscoa… Do que ela está com medo? Está com medo porque desapareceu dos noticiários. Já não pode assustar o país todos os dias e achou que tinha que pôr as pessoas com máscara”.

“Por causa da guerra na Ucrânia, já não aparece nos noticiários dia sim, dia sim; e agora arranjou forma de voltar aos noticiários atormentando a vida das crianças”, acrescentou.

E finalizou, dando nota zero às autoridades responsáveis por este prolongamento: “Isto é um erro tremendo, psicologicamente e pedagogicamente. Nota zero para as autoridades que decidiram isso. É uma falta de sensibilidade absoluta que não consigo compreender”.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

3 Comments

  1. Primeiro o vírus não ia cá chegar. Depois a máscara não era necessária. Agora é imperativa. Enfim, Desgraça Feita. É o que há, é o que temos. Engenheiros de obras feitas e doutores da mula russa.

  2. Não acho que isso afecte assim tanto os jovens. pelo contrário prepara-os para se for necessário terem que obedecer a regras. Além disso eles nos espaços abertos já nem usam máscara.

  3. A realidade fala por si !……… Ninguém obriga ninguém a seja o que for , em caso de não se prevenirem de qualquer contaminação , cabe a cada um de se proteger ou não !…….por min continuarei a respeitar as regras elementares em ambientes de risco !

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