Governo grego remodelado após derrota nas eleições europeias

EPP / wikimedia

O primeiro-ministro grego, Antonis Samaras

O primeiro-ministro grego, Antonis Samaras

O primeiro-ministro conservador grego Antonis Samaras remodelou hoje o seu governo de coligação, com a pasta das Finanças a ser atribuída ao professor e economista Gikas Hardouvelis, informou um porta-voz do executivo.

A decisão surge a meio do mandato de quatro anos da atual coligação, liderada pela Nova Democracia (ND) de Antonis Samaras e que também integra o Partido Socialista Pan-Helénico (Pasok), do vice-primeiro-ministro e chefe da diplomacia Evangelos Venizelos, que reforça o seu peso no executivo.

Nas eleições europeias de maio, e pela primeira vez, a ND foi derrotada pelo partido da esquerda radical Syriza, que obteve mais três por cento de votos e exigiu de imediato legislativas antecipadas.

Gikas Hardouvelis, até agora economista chefe do banco Eurobank, substitui na crucial pasta das Finanças o também tecnocrata Yannis Stournaras, numa remodelação que abrangeu quase metade do gabinete.

De acordo com diversos ‘media’ em Atenas, Stournaras deverá assumir a chefia do Banco da Grécia, quando terminar o mandato do atual governador, Georges Provopoulos.

Na quinta-feira ocorreu uma primeira alteração simbólica no ministério das Finanças com a demissão do diretor-geral dos impostos, Haris Theoharis, conhecido por “senhor impostos“.

Nomeado no início de 2013 por cinco anos para um cargo criado por pressão dos credores internacionais do país (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), Theoharis foi não apenas criticado pela oposição mas ainda por diversos deputados da direita grega, devido ao endurecimento da política fiscal no âmbito das duras medidas de austeridade.

Gikas Hardouvelis / G+

Gikas Hardouvelis, o novo Ministro das Finanças da Grécia

Gikas Hardouvelis, o novo Ministro das Finanças da Grécia

A Comissão Europeia já considerou que a substituição do “senhor impostos” constitui “motivo de séria inquietação”.

Num país em recessão contínua desde 2009, a dívida pública atinge 176% do PIB, que durante a crise recuou 25%. No total, o resgate concedido ao país para evitar a falência, sob a forma de empréstimos, somas injetadas diretamente ou de uma anulação da dívida aos credores privados, atingiu 380 mil milhões de euros.

A cerca de duas semanas de concluir a presidência rotativa semestral da UE, a Grécia também se prepara para anunciar até ao final de 2014 o fim do programa de assistência financeira, mas pretende retomar as negociações com os parceiros europeus para reduzir a sua dívida pública.

Esta foi a segunda crise do governo desde a vitória eleitoral, em junho de 2012, da ND.

Menos de um ano após a formação do primeiro executivo tripartido, integrado pela ND, Pasok e pela formação de centro-esquerda Dimar, o governo conheceu uma primeira remodelação quando este último partido abandonou o poder após o primeiro-ministro anunciar a decisão de encerrar a radiotelevisão pública.

/Lusa

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