Governo escocês vai publicar argumentos que permitam novo referendo sobre independência

Scottish Government / Flickr

Nicola Sturgeon, primeira-ministra da Escócia

Nicola Sturgeon disse que o governo da Escócia não deve ser obrigado a “pedir a Boris Johnson ou a qualquer outro primeiro-ministro de Westminster permissão para fazer o referendo”, como está previsto na lei.

A primeira ministra da Escócia anunciou, esta sexta-feira, que o Governo escocês vai publicar na próxima semana os argumentos democráticos para uma transferência de poderes que permita a realização de um referendo sobre a independência da região.

Numa conferência de imprensa em Edimburgo, Nicola Sturgeon, que é também líder do partido nacionalista escocês (SNP), reiterou que o resultado das eleições britânicas de quinta-feira “renova e reforça o mandato” do SNP para “dar aos escoceses uma escolha para o futuro”.

“Dado o veredicto de ontem [quinta-feira], o Governo da Escócia vai publicar na próxima semana os argumentos democráticos detalhados de uma transferência de poder para permitir um referendo sobre independência que possa ser realizado sem hipótese de ser juridicamente questionável”, afirmou.

O SNP, que nas últimas semanas fez campanha contra o Brexit e pela realização de um segundo referendo sobre a Independência da Escócia, elegeu na quinta-feira 48 deputados, das 59 circunscrições escocesas no Parlamento britânico, mais 13 do que nas últimas eleições.

Esta sexta-feira, Sturgeon insistiu que um referendo deve ser responsabilidade de um governo da Escócia, que não deve ser obrigado a “pedir a Boris Johnson ou a qualquer outro primeiro-ministro de Westminster permissão para fazer o referendo”, como está previsto na lei.

“Se a Escócia se torna ou não independente depende da vontade das pessoas que vivem aqui, e sublinho, todos os que vivem aqui, independentemente de onde vêm”, afirmou. “Não é uma exigência minha ou do SNP. É o direito do povo da Escócia e você, como líder de um partido derrotado na Escócia não tem o direito de ficar no caminho”, disse a líder escocesa, dirigindo-se a Boris Johnson.

O povo da Escócia falou, é altura de decidir o nosso futuro“, acrescentou.

No seu discurso, a primeira-ministra escocesa afirmou que as eleições de quinta-feira permitem confirmar que “a grande maioria das pessoas na Escócia quer ficar na União Europeia”, uma decisão expressa no referendo de 2016, reforçada nas eleições de 2017 e nas Europeias deste ano e “enfaticamente confirmada” na noite de quinta-feira.

Westminster ignorou o povo da Escócia por mais de três anos. Ontem o povo da Escócia disse já chega. É hora de o Governo de Boris Johnson ouvir”, disse Sturgeon.

“[O primeiro-ministro] tem um mandato para o ‘Brexit’ em Inglaterra, mas não tem qualquer mandato para tirar a Escócia da UE. Se insistir vai agredir o princípio na base da constituição do Reino Unido. A ideia de que a União é uma parceria de nações iguais”.

// Lusa

PARTILHAR

RESPONDER

Merkel pede paciência: situação continua "frágil"

Angela Merkel pediu paciência aos alemães e admitiu que "não será necessário" impor no país medidas mais rigorosas de confinamento. A chanceler alemã, Angela Merkel, apelou esta quinta-feira à paciência dos alemães, num momento de crescente …

Detido bilionário chinês que criticou Presidente Xi Jinping. Estava desaparecido há um mês

O bilionário chinês Ren Zhiqiang que criticou a forma como Presidente da China, Xi Jinping, lidou com a pandemia, está sob custódia das autoridades chinesas devido a uma investigação em que é o principal suspeito. …

Bloqueio dos coronabonds pela Holanda é "irresponsável"

Jean-Claude Juncker, antigo presidente da Comissão Europeia, considera que o bloqueio pela Holanda do uso do Mecanismo Europeu de Estabilidade é "irresponsável". O antigo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, considerou esta quinta-feira “irresponsável” o bloqueio …

Creche recusou receber filho de enfermeira por falta de funcionários. Meteram baixa

A creche e pré-escolar "Voar mais alto", em Setúbal, recusou receber uma criança de três anos, filha de uma enfermeira, por falta de funcionários. A notícia é avançada esta quinta-feira pelo Observador que adianta que as …

Subsídio por assistência a filhos vai ser pago 100% em toda a função pública

O subsídio por assistência a filho sobe de 65% para 100% do salário aos funcionários públicos inscritos na Caixa Geral de Aposentações. O Governo aprovou, esta quinta-feira, um diploma que aumenta o subsídio por assistência …

Espanha avança com novo prolongamento do estado de emergência. Contágios em Itália voltam a subir

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, avançou que dentro de quinze dias terá de voltar ao parlamento para prolongar o estado de emergência por mais duas semanas. Depois de afirmar que Espanha não terá ainda "posto fim …

Boris Johnson saiu dos cuidados intensivos

O primeiro-ministro britânico saiu dos cuidados intensivos, avançou Downing Street. De acordo com o comunicado, Boris Johnson está "muito bem-disposto". Boris Johnson saiu esta tarde dos cuidados intensivos, segundo um comunicado de Downing Street. O primeiro-ministro …

SEF instaurou inspeção interna à morte de ucraniano, mas não detetou suspeitas de crime

Esta quarta-feira, o ministro da Administração Interna prestou esclarecimentos sobre a morte de um cidadão ucraniano à guarda do SEF, no aeroporto de Lisboa, na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. Eduardo Cabrita considerou …

Colocações no ensino superior adiadas para o final de setembro

Na sequência do adiamento nos calendários dos exames nacionais do ensino secundário, o acesso às licenciaturas é também atrasado. O calendário de acesso ao ensino superior vai ser atrasado em cerca de três semanas. Os resultados …

Rangel e outros 13 eurodeputados do PPE pedem expulsão de partido húngaro

O eurodeputado do PSD Paulo Rangel e outros 13 chefes de delegação do Partido Popular Europeu (PPE) pediram na terça-feira a expulsão do partido húngaro Fidesz, exigindo ao líder parlamentar daquela família política, Manfred Weber, …