Governo admite empréstimo adicional ao Novo Banco em 2018

O secretário de Estado adjunto e das Finanças sabe que o Novo Banco deverá ter prejuízos em 2017 e que, caso venha a ser necessária a intervenção do Estado, “não deverá haver nenhum impacto adicional” na dívida pública.

O Novo Banco ainda não apresentou as contas finais de 2017 mas, em entrevista à TSF e Dinheiro Vivo, o secretário de Estado adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, admite que o Estado possa ser chamado, já este ano, para ajudar a instituição.

“Tudo indica que terá prejuízos”, afirma o número dois da equipa de Mário Centeno. “Se o Fundo de Resolução não tiver os meios financeiros, recorrendo a todos os meios que tem disponíveis, então poderá, ao abrigo do acordo-quadro, pedir um financiamento ao tesouro”, disse ainda o governante na entrevista.

Esta semana, o Jornal de Negócios já tinha avançado que os prejuízos na instituição bancária devem ascender entre 1,6 e 1,8 mil milhões de euros no exercício transacto.

As contas do banco só deverão estar fechadas em março mas, a confirmarem-se os números, será o quarto ano consecutivo de prejuízos. Desde 2014, o Novo Banco acumulou “mais de três mil milhões de euros em provisões e imparidades”, refere o mesmo jornal, frisando que mais de dois mil milhões tinham como objectivo cobrir eventuais perdas futuras em empréstimos concedidos.

Como recorda o Público, o acordo para a venda da instituição que resultou da separação de ativos do antigo BES prevê uma injeção de capital pelo Fundo de Resolução de até 850 milhões de euros por ano.

No entanto, perante esse cenário, o secretário de Estado acredita que o financiamento previsto é suficiente e que uma intervenção do Estado só viria a ter impacto na dívida pública caso o tesouro precisasse de recorrer ao mercado, o que, acredita, não será necessário. “Daquilo que temos no plano de financiamento, consideramos que isso é acomodável e portanto não deverá haver nenhum impacto adicional“.

ZAP //

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7 COMENTÁRIOS

  1. Uma vergonha esta telenovela do BES / Banco Novo.
    Os dirigentes deste país continuam a dispor do dinheiro que coletam aos cidadãos para tapar buracos resultantes de má gestão roubo e corrupção.
    São empresas privadas e há uma solução que há muito deveria ter sido aplicada : FALÊNCIA !

  2. O problema é que a torneira está sempre aberta e eles não param de gastar e fazer má gestão económica e financeira!! Oh pah…acabem de uma vez com BES/ NOVO BANCO! Já chega de dar dinheiro..Aquilo não era privado?!!! Então porque o público está sempre a dar dinheiro!! Tudo à mama…fonix..

  3. Então mas este Banco não foi oferecido a uma entidade americana? Agora vamos nós ainda dar mais dinheiro para manter o defunto de pé? Que dizem os parceiros da geringonça, estarão ou não de acordo?

  4. “É um fenómeno curioso:

    O pais ergue-se indignado, moureja o dia
    inteiro indignado, come, bebe e diverte-se
    indignado, mas não passa disto.

    Falta-lhe o romantismo cívico da agressão.

    Somos, socialmente uma colectividade
    pacífica de revoltados”

    Miguel Torga

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