Gerador com um “espiráculo” vai fornecer energia a uma ilha remota da Tasmânia

Uma unidade de aproveitamento de ondas que gera energia através de um “espiráculo” está programada para ser testada numa remota ilha da Tasmânia.

A unidade, chamada de gerador UniWave200, será ligada em aproximadamente um mês em King Island, no Estreito de Bass, após o qual será alimentada simultaneamente por ondas, energia eólica e solar.

De acordo com o NewAtlas, o UniWave200 aproveita a energia das ondas canalizando a água para dentro e para fora de uma câmara de betão conforme as ondas caem e fluem. A água empurra o ar para dentro e para fora da parte superior da câmara, formando um respiradouro artificial do qual a energia pode ser colhida usando uma turbina eólica.

Como o UniWave foi implantado numa área com grandes ondas, o processo de transporte da unidade envolveu um travessia de 40 horas para King Island do porto de Bell Bay no rio Tamar da Tasmânia.

A atual unidade de aproveitamento de ondas semelhante a um barco da Wave Swell Energy pode gerar até 200 quilowatts de energia.

No futuro, a empresa planeia construir modelos maiores que podem gerar até 1.000 quilowatts.

King Island, com uma população de cerca de 1.700 pessoas, já retira cerca de dois terços da sua energia de fontes renováveis, mas pretende ser alimentada com até 100% de energia verde. Assim, este projeto, apoiado por investidores e subsídios federais, contribuirá para a mistura de energia renovável de King Island, que também inclui a geração eólica e solar.

Porém, o seu trabalho principal é provar a eficiência, confiabilidade, durabilidade e acessibilidade da própria tecnologia, que a Wave Swell Energy afirma poder trazer os custos de geração de energia renovável a par com os custos de geração a carvão em instalações maiores em escala de megawatts.

Se tudo correr, de acordo com o jornal britânico The Guardian, a empresa pretende expandir o seu projeto ao longo da enorme extensão da costa sul da Austrália.

O teste-piloto vai fornecer dados vitais para a empresa aprimorar a sua tecnologia para uso futuro. “Esta é apenas uma demonstração da tecnologia neste estágio”, disse o cofundador da Wave Swell Energy. “O objetivo do projeto é fazer uma boa estimativa e gerar dados de quanto produz em ondas de diferentes tamanhos”.

Como a costa sul da Austrália é caracterizada por grandes ondas alimentadas por ventos fortes, é um local ideal para a empresa testar a sua tecnologia.

Segundo o Interesting Engineering, estudos da Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO) estimam que a energia das ondas pode representar até 11% da energia da Austrália até 2050, o que seria suficiente para abastecer a cidade de Melbourne.

Segundo ARENA, uma das apoiantes da Wave Swell Energy, o UniWave200 será testado durante pelo menos 12 meses antes de ser reflutuado para remoção: um processo que foi testado e comprovadamente deixa o fundo do mar ileso.

Maria Campos Maria Campos, ZAP //

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