Gémeas separadas aos cinco meses encontram-se 78 anos depois

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As britânicas Ann e Elizabeth, separadas aos cinco meses, encontraram-se 78 anos depois

As britânicas Ann e Elizabeth, separadas aos cinco meses, encontraram-se 78 anos depois

Ao investigar a história da sua família, a britânica Ann Hunt, de 78 anos, descobriu algo surpreendente, de que nunca tinha suspeitado: tinha uma irmã gémea.

Ann Hunt e a sua irmã gémea idêntica, Elizabeth Ann Hamel, foram separadas em Inglaterra quando tinham apenas cinco meses e só voltaram a encontrar-se na passada quinta-feira, em Fullerton, na Califórnia, Estados Unidos.

As duas irmãs abraçaram-se longamente e fizeram pose para os fotógrafos que acompanharam o encontro.

Estavam visivelmente emocionadas.

As gémeas nasceram na localidade de Aldershot, em fevereiro de 1936. A mãe, Alice Alexandra Patience Lamb, era uma cozinheira de 33 anos, e o seu pai servia no Exército Britânico.

Os dois não eram casados e, sem apoio para cuidar das gémeas, Alice resolveu entregar pelo menos uma delas para adoção.

Como Elizabeth nasceu com escoliose – uma deformação da coluna vertebral – a cozinheira achou que seria mais difícil para uma família aceitá-la, e resolveu ficar com a bebé.

Ann, que originalmente se chamava Patrícia Susan, foi adotada por um casal de Aldershot – Hector e Gladys Wilson – e cresceu como filha única, sem saber que tinha uma irmã.

Entretanto, Alice e Elizabeth viveram primeiro na cidade de Berkhamsted, mais tarde em Londres, e, depois de a cozinheira se casar com um homem chamado George Burton, acabaram por se mudar para Chester, ainda em Inglaterra.

Elizabeth soube que tinha uma irmã gémea quando era adolescente e, aos 15 anos, alistou-se na Marinha Britânica, tendo sido enviada para a ilha de Malta.

Foi em Malta que conheceu o marido, Warren “Jim” Hamel, um páraquedista do exército americano.

Elizabeth e Warren casaram em 1964 foram viver para o Oregon, no noroeste dos Estados Unidos, onde criaram os seus dois filhos, Quinton e Jeff.

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Ann e Elizabeth em criança. Foram separadas à nascença e Ann foi dada para adopção.

Ann e Elizabeth em criança. Foram separadas à nascença e Ann foi dada para adopção.

Reencontro

Em 2001, quando a mãe adoptiva de Ann morreu, a britânica resolveu obter uma cópia da sua certidão de nascimento.

No registo, viu que a sua mãe biológica era Alice, mas não havia nada sobre uma irmã gémea.

A filha mais nova de Ann, Samantha, resolveu ajudá-la a procurar as suas raízes. Colocou anúncios no jornal local, investigou listas eleitorais e começou a procurar informações em fóruns na internet.

Samantha conseguiu descobrir que Alice, falecida em 1980, se tinha casado aos 49 anos com Burton na cidade de Chester e tinha um enteado chamado Albert.

Após mais de uma década de investigações, Samantha descobriu que Albert tinha morrido em 2013, mas conseguiu encontrar um seu filho.

E foi este neto de Burton quem disse a Samantha que a sua avó biológica tinha tido uma filha, Elizabeth, que vivia nos Estados Unidos e que tinha uma irmã gêmea.

Em abril do ano passado, Elizabeth estava em casa, no Oregon, a consultar o seu e-mail, quando se depara com uma mensagem de Aldershot que começava da seguinte forma: “Estou a escrever porque procuro uma ligação familiar…”.

Já sabia do que se tratava.

Em questão de minutos as duas irmãs gémeas, que tinham estado separadas por quase oito décadas, já estavam a falar ao telefone. E nos meses seguintes, conversaram bastante por Skype.

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As gémeas nos dias dos seus casamentos - ambas, com um Jim

As gémeas nos dias dos seus casamentos – em ambos os casos, com um Jim

“Sempre quis uma irmã”

A família de Elizabeth contactou Nancy Segal, diretora do Centro de Estudos de Gémeos da Universidade do Estado da Califórnia, em Fullerton, que obteve o financiamento para o reencontro das gémeas.

“Estou muito feliz por finalmente ter conseguido reencontrar a minha irmã”, contou Elizabeth à BBC logo após o encontro.

“Foi como comemorar o aniversário e o Natal ao mesmo tempo”, explicou Ann, que apanhou um avião pela primeira vez na vida para encontrar Elizabeth.

“Sempre quis uma irmã e agora tenho-a. Quero passar algum tempo com ela, para que me conte coisas sobre a nossa mãe e me diga como era quando era nova, para ver se nos parecemos. Por enquanto já sei que temos algo em comum: o meu marido chamava-se Jim e o dela também”, conta Ann.

As gémeas vão agora passar algum tempo em Fullerton para participar num estudo de Nancy Segal sobre gémeos criados em lares separados.

“Este é um caso único, porque elas estiveram separadas por mais tempo que qualquer outro par de gêmeos no mundo”, explicou Segal à BBC.

E quando o estudo terminar, Elizabeth levará Ann e Samantha ao Oregon para que conheçam a família.

ZAP / BBC

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