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Galiza já está a usar testes anais para detectar o coronavírus (mas só em casos muito particulares)

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Na semana passada, a China começou a usar os chamados testes de PCR anais para detectar o coronavírus, considerando que são mais eficazes. Estes testes já são usados em Espanha, nomeadamente na Galiza, mas apenas em situações muito pontuais.

O Conselho de Saúde Galega confirmou ao canal de televisão local CTRVG que estes testes anais de diagnóstico do coronavírus são feitos em pacientes que, por estarem em situação clínica “muito grave”, nomeadamente “entubados”, não podem fazer os testes nasais.

Os testes anais também são recurso para aqueles casos em que os pacientes têm “as vias áreas muito comprometidas“.

São ainda usados em recém-nascidos ou pessoas com doenças mentais, como reporta o jornal La Voz de Galicia.

Portanto, a sua utilização é pontual e feita em último caso, quando não há outra opção.

Não faz sentido fazer PCR anais, os que temos funcionam bem e sabemos interpretá-los bem, que é o importante”, salienta ao referido jornal galego o pneumologista galego Adolfo Baloira.

O vírus entra pelo nariz, se se pode fazer o PCR nasal é muito melhor”, acrescenta o especialista em microbiologia Germán Bou, em declarações ao mesmo diário.

Contudo, na China, os especialistas acreditam que os testes de PCR anais são mais fiáveis na detecção do vírus, alegando que o coronavírus permanece mais tempo no ânus do que nas vias respiratórias.

Além de sublinharem que têm uma eficácia de 99%, o que é superior aos outros testes, também alegam que a sua realização evita a saída de aerossóis para o ar, o que reduz os riscos de contágio.

Porém, pessoas chinesas que foram sujeitas aos PCR anais salientam que, embora não tenham sido dolorosos, foram muito “humilhantes”.

 

  Susana Valente, ZAP //

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