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Covid-19. Fortuna das dez pessoas mais ricas pagaria vacina para toda a população mundial

(dr) European CEO

Jeff Bezos, CEO da Amazon

A riqueza combinada dos dez homens mais ricos do mundo subiu em cerca de 540 mil milhões de dólares (445 mil milhões de euros) durante a pandemia, de acordo com um relatório da organização internacional Oxfam.

Segundo o documento, cujo título é “O Vírus da Desigualdade”, esta quantia seria suficiente para vacinar toda a população do mundo: 7,5 mil milhões de pessoas.

Entre as dez pessoas mais ricas estão o fundador da Amazon, Jeff Bezos, o co-fundador da Tesla, Elon Musk, e o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg.

“Os quase 500 milhões que os homens mais ricos do mundo arrecadaram no ano passado poderiam ter sido usados para dar uma vacina a toda a gente no mundo ou para prevenir toda as pessoas de caírem na pobreza durante a pandemia. Por isso, a diferença é muito grande”, alertou a diretora executiva da Oxfam, Gabriela Bucher, citada pela Euronews.

De acordo com o relatório, citado pela emissora britânica BBC, Bezos lucrou tanto em setembro do ano passado que, se desse um bónus de 105 mil dólares aos 876 mil funcionários da Amazon, continuaria tão rico como no início da pandemia.

O documento refere ainda que a riqueza estimada dos bilionários é equivalente ao total de gastos de todos os Governos que fazem parte do G20 – o grupo das maiores economias mundiais – durante o combate à pandemia de covid-19.

A Oxfam apela ainda aos Governos mundiais para que considerem a criação de impostos sobre os mais ricos para financiar o combate à pandemia.

“Achamos que esta é uma oportunidade para fazer algo radical, para reconsiderar a taxação de grandes fortunas e impostos corporativos (…) Precisamos de considerar o aumento do rendimento mínimo de cada cidadão”, disse à BBC Danny Sriskandarajah, CEO da organização internacional no Reino Unido.

A pandemia do novo coronavírus matou pelo menos 2.129.368 pessoas no mundo desde o final de dezembro de 2019, segundo um levantamento realizado pela agência de notícias AFP a partir de fontes oficiais até às 11h00 de hoje.

Mais de 99.144.230 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da epidemia, dos quais pelo menos 60.174.900 já são considerados curados.

Os países que mais registaram novas mortes nas suas últimas análises são os Estados Unidos com 1.760 novas mortes, Reino Unido (610) e Brasil (592). Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 419.220 mortes para 25.127.573 casos, de acordo com o levantamento da Universidade Johns Hopkins.

  ZAP // BBC

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