Fernando Negrão candidato a líder parlamentar do PSD

Manuel de Almeida, Lusa

Maria Luís Albuquerque, ex-ministra das Finanças, com Fernando Negrão, ex-ministro da Justiça

O deputado e ex-ministro social-democrata anunciou, esta quinta-feira, aos deputados que é candidato à liderança parlamentar do PSD, nas eleições marcadas para a próxima semana.

Em conferência de imprensa depois de ter anunciado aos deputados que se candidatará às eleições da próxima quinta-feira, Fernando Negrão avançou que proporá como primeiro vice-presidente da bancada Adão Silva – que apoiou Rui Rio na disputa interna, ao contrário do candidato, um destacado apoiante de Pedro Santana Lopes.

Questionado se a sua candidatura foi uma decisão sua ou se teria sido por indicação de Rui Rio, o ex-ministro explicou terem existido duas conversas com o presidente eleito, uma antes e outra depois da decisão.

“Eu tive uma conversa com o dr. Rui Rio sobre o grupo parlamentar em que falámos e discutimos a vida parlamentar. De seguida, apresentei a minha candidatura depois de terem sido convocadas as eleições e tive depois conversa sobre a candidatura, em que o dr. Rui Rio manifestou agrado acerca da mesma”, afirmou. Para o candidato, esse diálogo com Rui Rio “teria de existir”.

“Em primeiro lugar, por razões de cortesia, devia falar com o presidente eleito do PSD. Também porque o líder do grupo parlamentar – sempre foi assim – deve e tem de se articular com a direção do partido”, afirmou.

Questionado se não defendeu, perante Rio, a continuidade de Hugo Soares, Negrão respondeu que esse tema não foi abordado. “Falámos sobre a possibilidade de nomes para líderes parlamentares. Porventura, teremos partido os dois do princípio de que esta liderança não se manteria”, afirmou.

Na missiva aos restantes deputados da bancada, Fernando Negrão começa por saudar o ainda líder parlamentar Hugo Soares e a direção que “agora cessa funções, o que aconteceu por vontade dos próprios“, reconhecendo o seu trabalho “muito válido e competente de oposição a uma falsa, contraditória e nociva maioria que, em detrimento dos interesses de Portugal e dos portugueses, tem como prioridade quase exclusiva a manutenção do seu poder”.

“É, pois, neste espírito e após disso ter dado nota ao presidente eleito do nosso partido, com uma forte vontade de inclusão, através da valorização das equipas de coordenação e de cada um dos colegas, que venho dar-lhes conta da minha candidatura a presidente do Grupo Parlamentar”, refere o deputado.

Hugo Soares anunciou que iria “devolver a palavra aos deputados para eleger uma nova direção parlamentar”, depois de Rui Rio lhe ter manifestado o desejo de trabalhar com outra liderança de bancada.

Sobre os motivos que o presidente eleito do PSD lhe terá dado para não querer continuar a trabalhar consigo, Hugo Soares frisou que Rui Rio “não tem de explicar motivos nenhuns“.

Para o social-democrata, a conversa com o novo líder “era a condição que faltava” para tomar a decisão de convocar eleições para a próxima semana, dia 22. O ainda líder da bancada agradeceu aos colegas que o elegeram “há cerca de seis meses com 85% dos votos” e assegurou que se manterá “na primeira linha de combate político ao PS”.

ZAP // Lusa

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