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FBI encontra segundo suspeito. Trump quer pena de morte para terrorista

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St Charles County Police Dpt.

O suspeito do ataque de Manhattan, Sayfullo Saipov

O FBI encontrou o segundo suspeito com ligações ao atentado de terça-feira, que matou oito pessoas e fez 12 feridos. Entretanto, o Presidente dos Estados Unidos quer que o alegado autor do ataque seja condenado à pena de morte.

Um segundo homem do Usbequistão que era procurado pelo FBI por ligação ao atentado de terça-feira em Nova Iorque foi localizado pelas autoridades, que não deram mais detalhes sobre onde o indivíduo foi encontrado ou porque é que era procurado.

Entretanto, a procuradoria de Manhattan acusou de terrorismo Sayfullo Saipov, o suspeito do atentado que fez oito mortos e 12 feridos. Em tribunal, foi acusado de cometer um atentado em nome do Estado Islâmico.

Na acusação, refere-se que foi um ato deliberado e os investigadores afirmaram ter encontrado um telemóvel na posse de Saipov com propaganda do grupo terrorista. O homem foi alvejado pela polícia e está hospitalizado, tendo ontem sido presente a tribunal numa cadeira de rodas.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu que o atacante deveria ser condenado à pena de morte: “O terrorista de NYC estava contente, pediu para que a bandeira do ISIS fosse pendurada no seu quarto no hospital. Matou oito pessoas e feriu gravemente 12. Deve ser condenado à pena de morte!“, escreveu no Twitter.

Apesar de o estado de Nova Iorque não prever a pena capital, tendo a prisão perpétua como pena máxima, Saipov pode ser condenado à morte num julgamento federal por terrorismo.

Trump já tinha admitido enviar o “animal”, como o descreveu, para a prisão de Guantánamo. “Com certeza que vou considerar isso. Enviá-lo para Gitmo“, disse, numa conferência de imprensa, usando o diminutivo atribuído à base militar norte-americana situada em Cuba que o anterior Presidente Barack Obama prometeu fechar, mas não o fez.

No ataque de terça-feira, uma carrinha conduzida pelo imigrante uzbeque foi para cima de uma ciclovia e atropelou várias pessoas, matando cinco argentinos, dois norte-americanos e uma belga.

Saipov, de 29 anos, chegou aos Estados Unidos em 2010 e estabeleceu-se no estado do Ohio. Segundo o jornal New York Times, casado e com dois filhos, trabalhava como motorista da Uber e já estaria no radar da polícia norte-americana.

“Ele era muito gentil. Parecia gostar dos EUA. Estava sempre feliz, falador, dizia que estava tudo bem. Não se parecia com um terrorista, mas eu não o conhecia assim tão bem”, disse um seu conterrâneo ao NYT.

Na mesquita que frequentava uma ou duas vezes por mês era visto como calado, sem se lhe conhecerem pontos de vista radicais. No entanto, outros imigrantes uzbeques que o conheciam descrevem-no como conflituoso, capaz de ser agressivo quer por causa de discussões triviais quer por conversas sobre temas como o Médio Oriente.

O mais recente ataque foi o primeiro em Nova Iorque com registo de mortes desde os atentados contra o World Trade Center em 11 de setembro de 2001.

  ZAP // Lusa

4 Comments

  1. Pena de morte que deverá ser lenta para que a saboreie bem e se recorde nessa hora do sofrimento dos que assassinou e dos familiares que cá ficaram, quanto ao Trump que faça valer o que prometeu quanto a esta espécie de gente e os ponha dos USA para fora.

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