FBI divulga por engano nome de diplomata saudita ligado ao 11 de setembro

O nome de um diplomata saudita que trabalha nos Estados Unidos, que pode ter ajudado o ataque terrorista do 11 de setembro, foi divulgado por engano pelo FBI.

De acordo com o jornal Independent, o nome foi revelado num documento apresentado por um alto funcionário do FBI num tribunal federal, em resposta a um processo no qual famílias de vítimas do 11 de setembro acusam o Governo saudita de cumplicidade neste ataque terrorista.

Para os familiares por detrás deste processo judicial, a revelação confirma que o FBI acreditava que havia uma ligação entre os terroristas do 11 de setembro e a Embaixada da Arábia Saudita em Washington.

Brett Eagleson, porta-voz das famílias e cujo pai foi morto neste atentado, disse ao site Yahoo News que este documento prova que o Governo está a tentar ocultar o potencial envolvimento da Arábia Saudita.

“Isto mostra que há um encobrimento completo do Governo do envolvimento saudita. Demonstra que havia uma hierarquia de comando que vinha da embaixada saudita, do Ministério dos Assuntos Islâmicos aos terroristas”, afirma

Segundo o jornal britânico, esta é um ponto de viragem irónico, uma vez que o documento em causa tinha como objetivo apoiar a decisão do procurador-geral dos EUA, William Barr, e do diretor da Inteligência Nacional, Richard Grenell, de proibir a divulgação do nome.

A administração Trump tem-se recusado a divulgar documentos relacionados com o ataque terrorista, impedindo que as famílias das vítimas obtenham evidências que possam usar no seu processo civil contra a Arábia Saudita, apesar de, inicialmente, o Presidente ter afirmado que ajudaria as famílias no caso.

Os responsáveis terão indicado que expor a relação saudita aos ataques pode causar “danos excecionalmente graves” à segurança nacional dos Estados Unidos.

  ZAP //

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